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Atualizado em quarta-feira, 1 de junho de 2016 - 07h50

Congresso vive expectativa da prisão de 'figurões'

Segundo colunista do Metro Jornal, possível alvo da PGR seria Cunha
Fontes ligadas à PGR garantem que há muito a ser revelado contra Cunha / Marcelo Camargo/Agência Brasil Fontes ligadas à PGR garantem que há muito a ser revelado contra Cunha Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Congresso vive a expectativa da prisão de políticos protegidos por foro privilegiado, a ser decretada pelo ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no âmbito do STF (Supremo Tribunal Federal), segundo o colunista do Metro Jornal Cláudio Humberto.

 

A informação de que a PGR (Procuradoria Geral da República) solicitou a prisão de investigados fez prosperar a suspeita de que um dos principais alvos seria Eduardo Cunha, presidente afastado da Câmara dos Deputados. 

 

Além de refletir sobre a prisão de protegidos por foro privilegiado, Teori Zavascki estaria buscando apoio dos colegas do STF à sua decisão.

 

Fontes ligadas à PGR garantem que “há muito a ser revelado” e de teor “ainda mais grave” contra Eduardo Cunha. Ainda nesta quarta-feira (1º), o Conselho de Ética pode votar a cassação do deputado afastado. 

 

Gravações supostamente “encomendadas” pela PGR ao ex-senador e ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado mostram quais os alvos prioritários na investigação. Machado gravou e entregou os ex-amigos Renan Calheiros, José Sarney, Romero Jucá e Edison Lobão. Todos do PMDB. 

 

Delação de Did gera pânico entre investigados do PMDB 


Principal “laranja” de políticos corruptos do PMDB, o operador financeiro Expedito Machado Neto, o “Did”, ofereceu aos investigadores da Operação Lava Jato o caminho do dinheiro roubado da estatal Transpetro, subsidiária da Petrobras que foi presidida por mais de onze anos pelo seu pai, Sergio Machado. 

 

O acordo de delação premiada de Expedito deu certeza a integrantes da cúpula do PMDB de que não escaparão da cadeia. 

 

O ministro Teori Zavascki, relator dos processos da Lava Jato no STF, foi o responsável por homologar a delação de Expedito e de seu pai. Faz parte da delação a devolução dos recursos desviados por Expedito e seu pai, Sérgio. Fala-se em centenas de milhões.

 

“Did” já deu o “caminho das pedras” de todo o dinheiro desviado de obras, serviços e contratos da Transpetro. 

 

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