Tamanho de fonte
Atualizado em quinta-feira, 20 de outubro de 2016 - 20h23

Bergamo: Cunha pode fazer delação pela mulher

Ex-deputado ficaria preso se situação de Claudia Cruz não se agravasse
Cláudia Cruz, mulher de Eduardo Cunha, também está sendo investigada na Operação Lava Jato / Marcos Oliveira/Agência Senado Cláudia Cruz, mulher de Eduardo Cunha, também está sendo investigada na Operação Lava Jato Marcos Oliveira/Agência Senado

De acordo com informações da colunista da BandNews FM Monica Bergamo, comentários nos bastidores apontam que o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) concordaria em fazer uma delação premiada se isso pudesse ajudar de alguma forma a mulher dele Cláudia Cruz, que também está sendo investigada na Operação Lava Jato, e de uma das filhas, que também tem contas e recursos no nome dela no exterior. “Ele admitiria ficar preso, mas tentaria fazer um acordo ali de bastidor para que a situação delas não fosse agravada”, aponta.

 

A colunista disse que não sabe até que ponto Eduardo Cunha poderia atingir o coração do governo de verdade e o presidente Michel Temer caso fizesse uma delação. “Óbvio que existe uma preocupação, agora até que ponto os caixas eram misturados é uma dúvida que ainda permanece.”


Como Cunha se relacionou com outros setores da economia além de empreiteiras, se imagina que ele é um poço de informações. “O sistema político brasileiro sempre foi financiado por caixa dois. Portanto, os riscos são grandes.”

 

A defesa de Cunha está atuando para libertá-lo e provar a inocência dele. Por isso, se a delação ocorrer seria no futuro, já que para isso acontecer primeiro o ex-deputado teria que confessar um crime.


Eduardo Cunha foi preso na última quarta-feira, em Brasília, pela Polícia Federal, depois que o juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância, emitiu a ordem de prisão preventiva. 

 

Leia também:

Cunha classifica prisão como uma decisão absurda

Lava Jato não irá aceitar facilmente delação de Cunha

Saiba mais:
Cunha tinha dinheiro ilegal no exterior pelo menos desde 2000