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Atualizado em sexta-feira, 21 de outubro de 2016 - 07h17

Lava Jato quer Cunha preso por muito tempo

Segundo colunista, ex-deputado é um dos maiores “troféus” da operação
Prisão foi muito festejada na força-tarefa / Giuliano Gomes/Estadão Conteúdo Prisão foi muito festejada na força-tarefa Giuliano Gomes/Estadão Conteúdo

A força-tarefa da Lava Jato não tem interesse em negociar acordo de delação premiada com Eduardo Cunha, segundo fontes do colunista do Metro Jornal Cláudio Humberto. O ex-deputado foi preso nessa quarta-feira, em Brasília, após pedido do juiz federal Sérgio Moro.

 

O motivo é porque o ex-deputado é um dos “alvos finais” e principalmente porque representa um dos maiores “troféus” na caçada aos corruptos, iniciada há dois anos pela operação. 

 

A Lava Jato não vai colaborar para relaxar a prisão de Cunha. Ao contrário, quer garanti-la por muitos anos.

 

O ex-deputado teria de entregar bem mais que políticos já encrencados, para emplacar delação: a mulher, a filha e amigos como Henrique Alves.

 

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A operação não quer papo, nem acordo, com Cunha. Sua prisão foi muito festejada na força-tarefa, que espera sentenças rigorosas.

 

Se decidir mesmo negociar delação, Eduardo Cunha deve contar com o trabalho do advogado paranaense Marlus Heriberto Arns. Ele é um especialista na matéria.

 

Ao contrário de Cunha, o ex-ministro Antonio Palocci tem chances de fechar acordo de delação, caso ajude com revelações sobre outro alvo final: Lula.

 

A prisão

 

Eduardo Cunha foi preso preventivamente nessa quarta-feira, no apartamento funcional da Câmara em que morava em Brasília. A ordem de prisão foi dada pelo juiz federal Sérgio Moro, que conduz as investigações da Operação Lava Jato na primeira instância. De Brasília, foi levado para Curitiba, onde Moro atua.

 

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