Tamanho de fonte
Atualizado em quarta-feira, 19 de abril de 2017 - 16h29

Ministro da Saúde: Farmácia Popular é financiada de forma irregular

Ricardo Barros, titular da pasta da Saúde, afirmou que regras do programa serão alteradas
Forma de distribuição dos medicamentos é de responsabilidade da prefeitura / Mohamed Abd El Ghany/Reuters Forma de distribuição dos medicamentos é de responsabilidade da prefeitura Mohamed Abd El Ghany/Reuters

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou em entrevista a José Luiz Datena no programa 90 Minutos, da Rádio Bandeirantes que o projeto Farmácia Popular é financiado de forma inadequada pelo governo federal e, por isso, as regras irão mudar.

Barros explicou que o Planalto repassa, anualmente, R$ 90 milhões para as prefeituras manterem cerca de 400 unidades do programa. Porém, apenas R$ 20 milhões são gastos com medicamentos, os outros R$ 70 milhões financiam salários e aluguéis.

O ministro garante ainda que o repasse anual de R$ 90 milhões para os municípios vai continuar ocorrendo. O dinheiro, porém, deverá ser usado exclusivamente para a aquisição de medicamentos. A forma de distribuição será uma responsabilidade das prefeituras.

Nas unidades do programa, os pacientes têm acesso gratuito a remédios para hipertensão, depressão, entre outras doenças. Alguns medicamentos até são cobrados, mas chegam a custar 90% menos do que nos estabelecimentos privados.

As novas regras do governo federal passam a valer a partir de maio deste ano.


Leia mais:
SP: vacinas contra gripe começam a ser distribuídas
Secretaria da Saúde prepara vinda da carreta da mamografia