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Atualizado em segunda-feira, 19 de junho de 2017 - 22h42

Defesa de Temer entra com processo contra Joesley Batista

Defesa do presidente disse que o empresário usou "informações falsas" para abalar a credibilidade do peemedebista
O presidente seguiu para a Rússia logo após a abertura do processo   / Paulo Whitaker/Reuters O presidente seguiu para a Rússia logo após a abertura do processo Paulo Whitaker/Reuters

Antes de iniciar sua viagem internacional à Rússia e à Noruega, a defesa do presidente Michel Temer anunciou que entrou com um processo por calúnia, injúria e difamação na 12ª Vara Federal de Brasília contra o empresário Joesley Batista.

A ação aberta nesta segunda-feira refere-se à entrevista dada pelo dono da JBS à revista "Época", onde acusa o mandatário de ser chefe da "maior e mais perigosa organização criminosa no Brasil".

Segundo a defesa de Temer, o empresário usou "informações falsas" que teriam sido criadas com o "único e exclusivo propósito de abalar a credibilidade do presidente". Para os advogados, o peemedebista é um "homem honrado, com vida pública irretocável, respeitado no meio político e jurídico".

Jornal da Band: Temer processa Joesley por danos morais e calúnia


Delação de Joesley

Joesley fez um acordo de delação premiada com a Justiça, onde revelou um esquema de pagamento de propinas. Por conta das denúncias, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu abrir um inquérito para investigar o presidente por crimes de corrupção passiva, organização criminosa e obstrução à Justiça.

Quase ao mesmo momento em que a defesa anunciava que entrou com o processo, Temer gravou um vídeo que foi postado nas redes sociais em que afirma que seu governo "cortou práticas ilícitas que beneficiavam poucas empresas" e que os criminosos "não sairão impunes".

"Já está claro o roteiro que criaram para justificar seus crimes: apontam o dedo para outros tentando fugir da punição. Aviso aos criminosos que não sairão impunes. Pagarão o que devem e serão responsabilizados pelos seus ilícitos", destacou.

Rodrigo Maia no comando

O presidente deixou o Planalto em direção à base aérea de Brasília, para embarcar para Rússia. Neste período, os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Secretaria de Governo, Moreira Franco, permanecerão em Brasília monitorando ações contra o governo e trabalhando pela reaglutinação da base aliada.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que assumirá o comando do País com a viagem de Temer, não deverá ir ao Palácio do Planalto nesta segunda-feira, já que está em Pernambuco. Ele deverá começar a despachar no gabinete presidencial nesta terça-feira.

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