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Atualizado em segunda-feira, 6 de agosto de 2012 - 16h44

Defesa de Genoíno responsabiliza Delúbio

Ele afirmou que o seu cliente é réu por ter sido presidente do PT, não por ter culpa ou participação no mensalão
Genoino era presidente do PT na época do mensalão / RICHARD CASAS 2012 Genoino era presidente do PT na época do mensalão RICHARD CASAS 2012

 

O advogado de defesa de José Genoíno, José Luiz Fernando Pacheco, tentou atribuir a responsabilidade por desvios financeiros a Delúbio Soares em seu discurso no julgamento do mensalão. A defesa do ex-deputado terminou por volta das 16h desta segunda-feira.

 

Para sustentar sua estratégia ele utilizou o discurso de Delúbio, que se responsabilizou por todas as tarefas financeiras, inclusive empréstimos, do PT na época do mensalão.

 

Ele afirmou que o seu cliente é réu por ter sido presidente do PT, não por ter culpa ou participação no mensalão. O ex-deputado responde ao processo por corrupção ativa e formação de quadrilha.

 

 

Depois dele, serão feitas as defesas de Delúbio Soares de Castro, Marcos Valério Fernandes de Souza e Ramon Hollerbach Cardoso. 

 

Veja os principais pontos de defesa dos réus 

 

Segundo o cronograma aprovado pelos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), cada advogado de defesa terá uma hora para se pronunciar. Em suas alegações finais, todos os advogados negam a participação de seus clientes nos crimes narrados na denúncia e pedem absolvição, sustentando a inexistência de provas.

 

O julgamento

No primeiro dia do julgamento que aconteceu na última quinta-feira, os ministros analisaram uma questão de ordem trazida por três advogados. Eles questionavam o fato de todos os réus estarem sendo julgados pelo STF quando apenas três deles possuem foro privilegiado – os deputados federais Pedro Henry (PP-MT), João Paulo Cunha (PT-SP) e Valdemar Costa Neto (PR-SP). Nove dos 11 ministros presentes no julgamento votaram contra o desmembramento do processo. 

 

Durante a votação do pedido dos advogados houve um bate-boca entre o relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, e o revisor, ministro Ricardo Lewandowski. Depois disso, o relator da ação penal do mensalão, ministro Joaquim Barbosa, iniciou a leitura do relatório elaborado sobre o processo em versão resumida.

 

Por causa da análise da questão de ordem, o julgamento ficou um dia atrasado e o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que faria a acusação no primeiro dia do julgamento, precisou fazer no segundo. Gurgel pediu a condenação de 36 dos 38 réus do mensalão.

 

Conheça os réus do mensalão 


Entenda o processo

A denúncia do mensalão foi feita em 2006 pelo ex-procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, e aceita em 2007 pelos ministros do STF. O esquema, segundo a acusação, inclui compra de votos e formação de caixa dois para a campanha do então candidato à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva.

 

Ao todo, 40 réus foram acusados pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro, peculato, evasão de divisas e gestão fraudulenta de instituição financeira.

 

Dois deles tiveram o processo suspenso. Silvio Pereira, ex-secretário-geral do PT, que fez um acordo com a Justiça para não ser processado e cumpriu 750 horas de serviço comunitário. E José Janene, em razão de sua morte, em 2010. 

 

 

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