O rei ficou nu

"Enfim se faz justiça, pela metade, mas melhor que nada. Joesley e seu braço direito na cadeia", escreveu o apresentador Datena na coluna desta segunda

Enfim se faz justiça, pela metade, mas melhor que nada. Joesley e seu braço direito na cadeia. Veremos até quando. Faltou o procurador que mudou de lado, passou de investigador a ajudar o investigado, em tese saiu do time dos mocinhos para orientar o bandido.

No fundo, o Joesley, que com o dinheirão todo que arrumou graças à benevolência de um banco governamental, foi na verdade usado como laranja-caixa-dois de malandros antigos da política brasileira. Achou que era a joia da coroa, a última cereja do bolo, o ser mais inteligente do país e foi engolido pela canalha nacional. Tão burro que falou demais e gravou o que não devia, ele mesmo com seus ataques baixos antes a uma mulher admirável que a autoridade de um dos Poderes da República.

Mané de plantão, vai pro xilindró, longe da montanha de grana que sobrou do botim aos cofres públicos, que deveriam ajudar empresários de verdade, que dão emprego de verdade num país com milhões de trabalhadores sem emprego ou mal pagos e um monte de gente que vive abaixo da linha da miséria.

Joesley se julgou Deus e não passa de um demônio de segunda categoria, destes que não assustam nem criança no trem fantasma. Foi usado como otário da vez e chegou a hora de pagar a conta.

Claro que não tenho pena dele, pode até se dar bem e ficar fora da cana bem depressa, com muito dinheiro no bolso, mas já é alguma coisa. Ladrão tem que ser chamado de ladrão, e não ter uma megadelação como a que ele conseguiu num erro crasso da Justiça, que exagerou na dose de libertar um dos maiores corruptores da nossa história (apesar de idiota), mas a história não pode acabar com sua prisão.

Sempre falei que para acender a luz tem que ter interruptor. Corruptor vem antes sempre, na sequência tem o corrompido, esta figura que o Joesley entregou de bandeja, estas figuras na verdade (muitos) que, por enquanto, estão morrendo de rir do trouxa que ousou pensar que era rei e vai passar um tempo no calabouço do castelo.

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