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Atualizado em sexta-feira, 16 de junho de 2017 - 12h17

Gadelha disputa maratona aquática em Napoli

Único brasileiro na prova, amazonense Vítor Gadelha participa de prova de 36 km em parte do mar Mediterrâneo
São 21 atletas de sete países diferentes / Mauro Neto/Sejel São 21 atletas de sete países diferentes Mauro Neto/Sejel

O amazonense Vítor Gadelha, 20, entra na reta final de preparação para a maratona Del Golfo Capri, em Napoli na Itália, no dia 29 de junho. A travessia acontece no Mar Tirreno (parte do mar Mediterrâneo), que começa na Ilha de Capri e termina em Nápole, totalizando 36 km.

 

Vítor será o único brasileiro na prova e mostra o seu potencial em treino na Ponta Negra, neste domingo, 17, às 7h, antes do embarque para ‘velha bota’.

 

Antes promessa, ele já é uma realidade no esporte do país. Prova disso são as últimas conquistas do jovem nadador, como a travessia ‘Do Leme ao Pontal’, sendo o mais novo atleta a ganhar a prova e o primeiro do Norte-Nordeste a completar o percurso.

 

“Competir me faz ficar preparado para qualquer prova. Desafio meus limites, ganho força, resistência, então, toda competição eu vejo como uma forma de me aperfeiçoar ainda mais. Fiquei em primeiro lugar na Ultramaratona Ilha do Mel, no Paraná, e na Maratona Aquática, aqui na Ponta Negra”.

 

A preparação para a maratona aquática vem seguindo um cronograma, visando a parte técnica e psicológica.

 

Segundo Vitor, as últimas provas exigiram muito da parte física, então a intensidade dos treinamentos é reduzida. “As últimas provas exigiram muito da parte física. Então reduzimos em intensidade, mas treinamos assim mesmo. Também tenho o acompanhamento psicológico, de fisioterapia, e nutricional, que é fundamental para o corpo se adequar à duração da prova, que pode chegar a oito horas”.

 

Com 21 atletas de sete países como concorrentes, Vitor espera uma prova difícil, árdua e desafiadora, mas acredita no seu potencial e na confiança que todos depositam na sua carreira.

 

A primeira batalha é para conter a ansiedade. “Eu estou muito ansioso, mas tenho esse trabalho psicológico de focar apenas na minha preparação. Estou bem e quero entrar nas águas e poder fazer o meu melhor. Quero sair de lá com o Amazonas na história do esporte internacional, e com mais uma conquista expressiva na minha carreira”.