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Atualizado em quinta-feira, 20 de abril de 2017 - 12h24

Seap pede para não trazer João Branco

Com medo de conflitos entre traficantes, Secretaria sugere videoconferência em julgamento de João Branco
João Branco é apontado como um dos líderes da Família do Norte / Raphael Alves/TJAM João Branco é apontado como um dos líderes da Família do Norte Raphael Alves/TJAM

A 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus recebeu um ofício da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) solicitando que a sessão de julgamento do réu João Pinto Carioca, marcada para o dia 5 de maio, seja realizada por meio de videoconferência.

 

O réu, mais conhecido como ‘João Branco’, é apontado pela Polícia como um dos líderes da facção Família do Norte (FDN). Atualmente ele cumpre pena no presídio federal de Catanduvas, interior do Paraná.

 

Entre os argumentos da Seap, está o de que a chegada do réu a Manaus, para participar do julgamento, que aconteceria no Fórum Ministro Henoch Reis, poderia acirrar disputas entre criminosos.

 

O Juízo da 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus deu o prazo até o fim da semana para Ministério Público e advogados de defesa se manifestarem sobre o pedido.

 

Primeira videoconferência foi nesse ano

No dia 17 de março deste ano, o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ/AM) realizou a primeira audiência de instrução utilizando a videoconferência para interrogar um réu preso em presídio federal, um marco para a instrução de processos criminais no Judiciário estadual.

 

A ação traz uma série de vantagens: maior celeridade para a prestação jurisdicional, redução de custos com a logística para o deslocamento dos presos até os Fóruns de Justiça, além de evitar riscos relacionados à segurança de juízes, promotores de Justiça, servidores do Judiciário e dos próprios réus.