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Atualizado em terça-feira, 12 de setembro de 2017 - 16h58

‘Arquitetura do Corpo’ em cartaz no Teatro Amazonas

O espetáculo leva o público a refletir sobre o nu e a função da vestimenta, por meio da dança coreografada por Josias Galindo
Arquitetura do Corpo / João Fernandes/SEC Arquitetura do Corpo João Fernandes/SEC

O significado social da roupa, o nu, e as inquietudes que podem causar no ser humano voltam a ocupar espaço no palco do Teatro Amazonas, com a reapresentação do espetáculo de dança Arquitetura do Corpo.

O espetáculo com o Corpo de Dança do Amazonas tem a direção artística de Getúlio Lima e coreografia do bailarino Josias Galindo tem apresentações marcadas para os dias 13 e 15 de setembro, às 20h, no Teatro Amazonas, com entrada franca.

 

Com estreia realizada na abertura do Festival Mova-se: Solos, Duos e Trios, Arquitetura do Corpo, instiga sobre a identidade, morfologia, volume e cor da roupa que veste ou cobre o corpo. O corpo é a temática da montagem, que o revela como morada da alma, espelho do “eu”.

 

Getúlio Lima, que também é diretor do Corpo de Dança do Amazonas, afirma que a concepção do espetáculo é baseada na obra da colunista da revista Carta Capital, Aline Valek, e busca essa reflexão sobre pudores, dogmas e crenças. “Objetos que dominam, predominam no que quer esconder ou aparentar. Qual o significado dessa "carapaça" para nós? A roupa, o que ela representa? Qual o significado para o outro? Como eu sou? Como você me vê? O corpo vestido, tranquiliza. Um corpo nu torna-se vulnerável, assombrando com sua presença, constrangendo olhares”.

 

Josias Galindo, renomado coreógrafo do espetáculo, explica que são 50 minutos de apresentação trabalhados para aguçar a criticidade do espectador quanto às diferentes interpretações que ­a expressão do corpo humano, através da roupa, identidade, composição morfológica, nudez, pode despertar em si mesmo e no outro. “A vestimenta é um classificador social? Como a forma que me coloco no mundo está sendo interpretada?”, indaga.

 

A assistência de direção é de Branco Souza, e a coreografia é assinada por Josias Galindo, com assistência de Adriana Goes e André Duarte. A produção é do Casarão de Idéias, e o design de som é de Marcos Tubarão. A iluminação é de Diego Monnzaho, e o figurino é de Branco Souza e Maria Martins.

 

Os intérpretes criadores do projeto são Adriana Goes, Ângela Duarte, Baldoíno Leite, Guilherme Moraes, Helen Rojas, Liene Neves, Mariluce Lima, Nonato Melo, Pammela Fernandes, Rodrigo Vieira, Rosi Rosa, Sumaia Farias, Valdo Malaq, Vanessa Viana e Wellington Marques.

 

A trilha sonora do espetáculo, também concebida por Josias Galindo tem Bach Preludio M1, de Marco Antônio Guimarães; Locomotion, do álbum Consumed, do DJ Plastikman; World to Comme 1 e 2, de David Lang, na interpretação de Maya Beiser ao violoncelo; Mind Encode, também de Plastikman; O Let Me Weep, de Henry Purcell; e Just (After the songs of songs), também de David Lang.