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Atualizado em quarta-feira, 13 de dezembro de 2017 - 16h20

Polícia Federal prende ex-secretários de saúde

Acusados de receber propina, ex-secretários de saúde são presos em operação da Polícia Federal
Último secretário de saúde de José Melo, Pedro Elias é um dos investigados / Reprodução/Internet Último secretário de saúde de José Melo, Pedro Elias é um dos investigados Reprodução/Internet

A movimentação era intensa desde as primeiras horas da manhã desta quarta-feira, 13, na sede da Polícia Federal no Amazonas. A Operação Custo Político prendeu nomes importantes ligados do ex-governador do Amazonas, José Melo.

 

Entre os presos, estão o irmão do ex-governador, Evandro Melo de Oliveira, os ex-secretários de saúde, Wilson Alecrim e Pedro Elias, o ex-chefe da casa civil, Raul Zaidan, e o ex-subcomandante da Polícia Militar, coronel Aroldo Ribeiro.

 

O médico Mouhamed Moustafa voltou a ser preso nessa nova ação, considerada um desdobramento da Operação Maus Caminhos, deflagrada em 2016 pela Polícia Federal e que desarticulou esquema de desvio de verbas da saúde pública.

 

Segundo as investigações, os ex-secretários que foram presos e outros servidores públicos recebiam propina para dar facilidades aos integrantes da organização criminosa dentro da administração pública estadual.

 

Tinha secretário que recebia mais de R$ 100 mil por mês de recursos desviados da saúde do estado.

 

Segundo o delegado da PF, Alexandre Teixeira, as negociações no esquema comandando Por Moustafa, um dos quatros denunciados que o Ministério Público Federal pediu a condenação, eram feitas de diversas formas.

 

O procurador Alexandre Jabur reforçou os indícios de crimes de corrupção ativa, passiva, lavagem de capitais e de organização criminosa que os alvos da Operação Custo Político estão sendo acusados.

 

Os crimes identificados, anteriormente, movimentaram cerca de R$ 110 milhões, de acordo com o Ministério Público Federal (MPF) e Controladoria Geral da União (CGU).

 

A Justiça determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados no montante de R$ 67 milhões, incluindo um avião Cessna, para futuro ressarcimento ao Amazonas.