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Atualizado em sexta-feira, 12 de janeiro de 2018 - 15h05

Amazonas tem 61 lixões a céu aberto no interior

Mesmo sendo um dos maiores geradores de resíduos sólidos, Amazonas tem apenas um aterro sanitário
Relatório do TCE aponta falta de plano para resíduos sólidos / Divulgação/TCE Relatório do TCE aponta falta de plano para resíduos sólidos Divulgação/TCE

O Amazonas é um dos maiores geradores de resíduos sólidos urbanos (RSU) da região Norte. Apesar disso, só a capital tem algum tipo de tratamento de lixo. Essa é realidade apresentada pelo Grupo de Trabalho (GT) do Saneamento Básico do Amazonas.

 

O grupo foi formado a partir da Comissão de Geodiversidade e Recursos Hídricos, Minas, Gás e Saneamento Básico, da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

 

No relatório, o GT publicou os dados do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM), que apontam que o Amazonas tem apenas um aterro controlado, em Manaus, e 61 lixões a céu aberto, em todos os municípios do interior.

 

Isso em um cenário de grande geração de resíduo sólido. No Amazonas, são gerados 1,156 kg por habitante todos os dias, acima da média nacional. No Brasil, são 1 kg habitante/dia.

 

A realidade dos resíduos sólidos no interior, segundo o TCE/AM, registra irregularidades, inadequações, precariedades e péssimas condições dos serviços de saneamento básico, ou seja, ausência de monitoramento em relação ao plano em 59 municípios.

 

Afirma ainda que nos 61 municípios, 92% da destinação final dos resíduos vão para lixões a céu aberto.