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Atualizado em segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018 - 18h29

Brilho, cores e humor no Concurso de Fantasias

Mais de 60 competidores disputaram nas oito categorias dos concursos de fantasias e máscaras no Teatro Amazonas
Originalidade e Luxo foram as categorias mais disputadas / Michel Dantas/SEC Originalidade e Luxo foram as categorias mais disputadas Michel Dantas/SEC

Criatividade, talento e requinte marcaram as produções carnavalescas concorrentes do tradicional Concurso de Fantasias e Máscaras do Amazonas, na noite deste domingo, 11, no Teatro Amazonas.

 

Ao todo, 64 concorrentes participaram da disputa de fantasias no Teatro Amazonas em seis categorias: Melhor Idade, Originalidade Feminino, Originalidade Masculino, Luxo Feminino, Luxo Masculino e Mestre-Sala e Porta-Bandeira.

 

Na modalidade Máscaras, as categorias foram Luxo e Originalidade.

 

Melhor Idade. O desfile teve sete concorrentes. Na premiação, ao fim da noite, quem se saiu melhor foi Terezinha Gonçalves, com a fantasia ‘Palhacinha na Folia da Paixão’, feita de recicláveis como garrafas PET.

 

Originalidade Feminino. O humor e o apelo à sustentabilidade marcaram os desfiles nas categorias de Originalidade. Dentre 11 produções femininas, a vencedora foi ‘A Baiana Toda de Jornais – Viva a Reciclagem’, de Aurilena de Almeida. A partir de inúmeros detalhes feitos de papel jornal, a fantasia de baiana se destacou com um visual elaborado e de movimento fluido. Aurilena conta. “Foram de 22 a 25 dias para a produção, mas de trabalho direto, desenvolvendo aos poucos a fantasia”.

 

Originalidade Masculino. Entre os 10 concorrentes masculinos, Fábio de Almeida repetiu o sucesso da irmã e levou o troféu principal com a divertida fantasia ‘2018, a Copa é nossa, Argentina!’.

 

Luxo Feminino. Entre as mais aguardadas do Concurso, as categorias de Luxo não decepcionaram. No Feminino, com 8 competidoras, das quais a primeira colocada foi Ariane da Silva, com a fantasia ‘Entardecer dos rios do Amazonas’, criada e produzida pelo estilista José Machado. “Eu me inspirei nas cores fortes, cítricas”, declarou. A confecção levou cerca de oito meses de trabalho meticuloso. “Elaboro na minha cabeça e começo a confeccionar”.

 

Luxo Masculino. Com 3 candidatos, o vencedor foi Marcelo Dias, que levou ao palco do Teatro ‘Tuisa Maué, Chefe dos Índios Maués’. Também estilista, ele criou e confeccionou a fantasia, que havia exibido na noite anterior, no desfile da Aparecida no Sambódromo. “Ela é baseada em vários elementos, como o olho do guaraná, desenhos tribais e pinturas de rituais, compondo uma versão carnavalizada da vestimenta de um pajé da tribo dos Maués”.

 

Mestre-Sala e Porta-Bandeira. A última categoria de Fantasias a desfilar foi a de Mestre-Sala e Porta-Bandeira. Trazendo sete casais em disputa, exibindo criações deslumbrantes vindas direto dos desfiles do Grupo Especial, a categoria teve como vencedores James Paixão Silva e Gracinete Ramos, da Sem Compromisso, com a fantasia “A Realeza Ancestral Africana”.

 

Máscaras

As categorias da modalidade Máscaras foram as mais concorridas da noite, com oito concorrentes em Originalidade e dez em Luxo, cada qual com apenas um vencedor. A melhor máscara de Luxo na escolha dos jurados foi ‘O voo do Gavião Real’, de Maria Priscila Soares.

 

Na categoria Originalidade, o ganhador foi Mauro Albuquerque, que trouxe uma crítica à corrupção na peça ‘Que país é esse?’. “Quando começamos a confeccionar, pensamos em incluir uma mensagem nesse sentido, pois foi uma época em que vieram à tona diversos casos. Foi justamente com a ideia de dar um basta na corrupção que elaboramos a máscara”.