BandNews FM BH
Nativa FM 103,9
Tamanho de fonte
Atualizado em sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017 - 15h01

Projeto de grafite em BH vai começar em março

Iniciativa de incentivo a arte urbana terá até concurso para criação de mural no gabinete do prefeito Alexandre Kalil
Entre 2015 e 2016, outro projeto parecido da prefeitura, o “Telas Urbanas”, contou com o apoio de 83 artistas / FMC/DIVULGAÇÃO Entre 2015 e 2016, outro projeto parecido da prefeitura, o “Telas Urbanas”, contou com o apoio de 83 artistas FMC/DIVULGAÇÃO

A Prefeitura de Belo Horizonte lançou oficialmente ontem o projeto “Profeta Gentileza”, que pretende valorizar e incentivar o grafite como arte urbana e principal “arma” de combate às pichações na capital mineira. O novo projeto da prefeitura será conduzido pela Fundação Municipal de Cultura (FMC).

 

A principal iniciativa será a seleção de 50 a 80 grafiteiros por meio de um edital a ser lançado em março, que irão pintar cerca de 50 murais de arte urbana pela cidade. Antes disso, ainda neste mês, será feita uma reunião pública para discutir e debater a arte urbana na cidade. O projeto prevê ainda um concurso de grafite. O vencedor irá realizar sua obra na antessala do gabinete do prefeito Alexandre Kalil (PHS). Os artistas selecionados pelo projeto irão receber um cachê de até R$ 2.500, material e segurança para produção dos novos painéis.

 

De acordo com o presidente da FMC, Leônidas Oliveira, a prefeitura já fez um mapeamento prévio dos muros e locais que irão receber as pinturas e começou o processo de negociação e autorização das obras, já que parte dos lugares são propriedades privadas. Haverá uma programação de encontros e oficinas de grafite na cidade. Em BH, foi instituída desde 2010 a Política Municipal Antipichação, que prevê, inclusive, o incentivo ao grafite.

 

Poluição visual criminosa De 2012 até 2016, em média, 19 pessoas foram conduzidas à delegacias por pichação em BH a cada mês. No período, houve quase 2.000 boletins de ocorrência com denúncias do crime. Só em 2016, a PBH gastou mais de R$ 300 mil para apagar pichações.