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Atualizado em terça-feira, 7 de fevereiro de 2017 - 15h39

Folia em Minas só fica atrás de Rio e São Paulo

Apesar do cancelamento do Carnaval em várias cidades mineiras, festa deve injetar R$ 332 milhões na economia do Estado
Crescimento do Carnaval em BH coloca o Estado entre os três maiores do país /  DOUG PATRÍCIO/BRAZIL PHOTO PRESS/FOLHAPRESS Crescimento do Carnaval em BH coloca o Estado entre os três maiores do país DOUG PATRÍCIO/BRAZIL PHOTO PRESS/FOLHAPRESS

As atividades turísticas ligadas ao Carnaval deste ano devem injetar R$ 332,7 milhões na economia mineira, conforme estudo divulgado ontem pela CNC (Confederação Nacional do Comércio).

 

De acordo com o levantamento da CNC, do ponto de vista econômico, a folia em Minas só deve movimentar menos dinheiro do que a festa momesca no Rio de Janeiro (R$ 2,4 bilhões) e em São Paulo (R$ 1,5 bilhão).

 

O comércio em Minas deve faturar mais com a festa até do que Estados com carnavais tradicionalmente fortes como Bahia (R$ 308,7 milhões), Ceará R$ 140,3 milhões) e Pernambuco (R$ 131,4 milhões).

 

Apesar do cancelamento do Carnaval em várias cidades mineiras por conta da crise financeira das prefeituras, o crescimento da folia em Belo Horizonte nos últimos três anos explica a alta expectativa do setor. Com quase 400 blocos de rua, a cidade espera receber 500 mil turistas e levar 2,4 milhões pessoas às ruas.

 

A semana do Carnaval começa no dia 24 de fevereiro, mas o começo oficial da folia em BH foi antecipado para o próximo sábado, dia 11, quando parte dos blocos já começa a desfilar.

 

Os números da CNC levam em conta o faturamento das empresas com hospedagem, alimentação, turismo, esporte e lazer, agências de viagens, transporte rodoviário, transporte aéreo, transporte e locação de veículos. No Brasil, o levantamento mostra que serviços de alimentação em bares e restaurantes vão responder por 57,3% da receita com as festas, o equivalente a R$ 3,31 bilhões.

 

Retração nacional

 

Apesar da boa expectativa em Minas, no país, o volume de recursos movimentado no Carnaval deste ano deve ser 5,7% menor do que o apurado no mesmo período do ano passado e o pior desempenho das atividades turísticas para esse período dos últimos três anos.

 

“Apesar da tendência recente de uma menor variação dos preços dos serviços típicos nesta época do ano, a retração real da renda tem imposto a necessidade de ajustes frequentes no orçamento das famílias, através da postergação dos gastos não essenciais, como é o caso do lazer”, disse o economista da CNC, Fábio Bente.