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Atualizado em quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017 - 15h24

SÃO DOIS PARA LÁ, UM PARA CÁ

Grupo Camaleão estreia três espetáculos em BH. Neste fim de semana, a companhia encena ‘Retina’ no Teatro Raul Belém Machado. Já as coreografias ‘Senti-Do’ e ‘traZ-humante’ sobem ao palco do Teatro Bradesco nos dias 17 a 19 de fevereiro
RAMON BRANT/DIVULGAÇÃO / RAMON BRANT/DIVULGAÇÃO

No mundo da arte, quando se fala de espetáculos de qualidade, excesso sempre é recomendável. Com essa lógica em mente, os bailarinos do Grupo Camaleão decidiram iniciar 2017 atacando em dose tripla e vão trazer aos palcos da capital, a partir deste fim de semana, três espetáculos dentro da Campanha de Popularização do Teatro e da Dança.

 

o e da Dança. Para abrir o programa, a coreografia “Retina” estará em cartaz nesta sexta, sábado e domingo (dias 10, 11 e 12 de fevereiro), no Teatro Raul Belém Machado, no bairro Alípio de Melo. Já a segunda semana da temporada do grupo mineiro acontecerá entre os dias 17 e 19 de fevereiro, no palco do Teatro Bradesco, no bairro de Lourdes, com a encenação em programa duplo das peças “Senti-Do” e “traZ-humante”.

 

Balés existenciais e sensoriais

 

Os três espetáculos têm em comum temas que ponderam sobre questões como a percepção e o sentido existencial do ser humano.

 

Em “Retina”, por exemplo, cinco bailarinos dançam ao som de uma trilha sonora composta por canções de Janis Joplin, Jimi Hendrix, Jim Morrison, Kurt Cobain e Amy Winehouse. A coreografia explora os sentidos sensoriais do espectador para discutir o excesso de informação visual no mundo moderno. “Partimos desse aspecto subjetivo para perceber o quanto nos rendemos a esse excesso de informação: quem seguimos, quais comportamentos nos influenciam, enfim, tudo que nos afeta ao redor”, explica Marjorie Quast, diretora artística da companhia.

 

Para finalizar o programa, os dançarinos do Grupo Camaleão vão encenar no Teatro Bradesco, na próxima semana, as obras “senti-Do” e “traZ-humante”. Com coreografia do mexicano Omar Carrum e do colombiano Vladimir Rodriguez, os espetáculos focam-se na transitoriedade do ser humano.

 

Para Inês Amaral, diretora artística do Camaleão, as duas peças traduzem um link em comum que tem essência reflexiva. “São trabalhos que carregam a vontade do Camaleão de falar sobre questões humanas”, conclui.