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Atualizado em quinta-feira, 20 de abril de 2017 - 16h55

Procurador-geral pode revogar liminar da soltura do Bruno

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, manifestou-se pela revogação da liminar que ordenou a soltura do goleiro Bruno Fernades, condenado a 22 anos e 3 meses pelo assassinato e ocultação de cadáver de Eliza Samudio.

 

Em parecer, ele pede também que os ministros indefiram o habeas corpus, que está pronto para ser julgado definitivamente.

 

Janot argumenta que o habeas corpus foi apresentado pela defesa contra decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que negou liberdade a Bruno. E por isso, segundo ele, não caberia ao STF dar prosseguimento ao pedido.

 

Bruno foi solto em 24 de fevereiro deste ano, após o ministro Marco Aurélio de Melo determinar que o goleiro aguarde o julgamento do recurso no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) contra a condenação em liberdade. Para ministro, houve excesso de prazo na prisão. Hoje o goleiro defende o Boa Esporte de Varginha, no Sul de Minas.

 

O julgamento será feita pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que se reúne às terças-feiras. A próxima sessão será no dia 25. O processo ainda não está na pauta.

 

O advogado Lúcio Adolfo, que representa Bruno, afirmou por meio de nota que não contribuiu para a demora do processo e que cumpriu todos os prazos previstos em lei.

 

"Se não causa espanto ao procurador a demora de mais de quatro anos para não julgar uma apelação quando Bruno Fernandes estava preso", afirmou. A defesa destacou que, após a liberdade, Bruno não colocou em risco a ordem pública e começou a trabalhar imediatamente.