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Atualizado em quarta-feira, 16 de abril de 2014 - 11h17

RS: menino encontrado morto é enterrado

Corpo foi localizado nessa segunda-feira à beira de um rio
No velório, caixão recebeu fotos do filho com sua mãe / Jader Benvegnú/Futura Press/Folhapress No velório, caixão recebeu fotos do filho com sua mãe Jader Benvegnú/Futura Press/Folhapress

O corpo do menino Bernardo Boldrini, de 11 anos, encontrado na beira de um rio, foi enterrado nesta manhã em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, cidade da avó materna. Ele foi achado na noite de segunda-feira em Frederico Westphalen, a 80 quilômetros de Três Passos, onde ele morava. O garoto estava desaparecido havia dez dias.

 

A morte do menino pode ter sido concretizada com o uso de uma injeção letal. A informação foi dada à Polícia Civil por uma amiga do pai e da madrasta, e possível cúmplice deles no crime, mas somente poderá ser confirmada após a conclusão de laudos periciais.

 

Suspeitos de envolvimento no crime, o pai do menino, o médico Leandro Boldrini, 38, a madrasta, a enfermeira Graciele Boldrini, 36, e uma amiga do casal, a assistente social Edelvania Wirganovicz, estão presos temporariamente, por 30 dias.

 

Há cerca de três meses, Bernardo chegou a pedir ajuda à Justiça por conta da falta de atenção que sofria em casa. “Não há dúvida da participação dos três. Agora falta identificar a parcela da culpa de cada um”, afirmou a delegada Caroline Bamberg Machado, responsável pelo caso.

 

Mesmo sem a certeza de como o fato foi consumado e das razões, por meio de investigações e da comprovação por câmeras de Frederico Westphalen e de estabelecimentos locais, foi possível chegar até a assistente social, que teria confessado o envolvimento dos três no caso.

 

“Mostramos que sabíamos o que havia acontecido e da participação dela. Então ela se sensibilizou e resolveu colaborar”, comentou a delegada.

 

Entenda o caso

 

O corpo de Bernardo foi encontrado dentro de um saco preto, em um matagal na cidade de Frederico Westphalen, no noroeste do Estado, a 470 quilômetros da capital. O menino residia em Três Passos com o pai, a madrasta e a filha do casal, de um ano e três meses. Ao menino, não era permitido ter contato com a irmã.

 

Na investigação, a polícia descobriu que  a madrasta recebeu uma multa por excesso de velocidade em Tenente Portela, no dia 4, quando se dirigia a Frederico Westphalen com Bernardo na carona.

 

Ajuda

Há cinco meses, o garoto fez um apelo à Justiça devido ao abandono afetivo que sofria do pai. No entanto, como Bernardo não relatou casos de violência, a Justiça decidiu por manter o laço familiar.

 

A mãe de Bernardo se suicidou dentro do consultório médico do pai há quatro anos.

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