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Atualizado em sexta-feira, 21 de outubro de 2016 - 11h40

Três detentos morrem durante conflito entre facções

Ação ocorreu em presídio de Rio Branco e deixou outros 20 feridos
Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, disse que reduzir superlotação é uma forma de combate / Arquivo/Wilson Dias/Agência Brasil	Ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, disse que reduzir superlotação é uma forma de combate Arquivo/Wilson Dias/Agência Brasil

O governo do Acre informou que as forças de segurança encerraram um conflito entre facções ocorrido em três pavilhões do presídio Francisco de Oliveira Conde, em Rio Branco. A rebelião ocorreu por volta das 18 horas de ontem (20) e às 20h30 já estava controlada. Três detentos foram mortos e 20 ficaram feridos.

 

Segundo o governo do Acre, o conflito entre facções criminosas e os homicídios dentro dos presídios são uma ação nacional e as 27 unidades da federação estão em alerta. No último domingo (16), pelo menos 10 presos foram mortos na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo, em Boa Vista, Roraima. O secretário de Justiça e Cidadania de Roraima, Uziel de Castro, também atribui a rebelião a uma guerra entre as facções, Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho.

 

Na segunda-feira (17), oito detentos morreram asfixiados durante rebelião ocorrida na Penitenciária Ênio dos Santos Pinheiro, em Porto Velho, em Rondônia, também ocasionada por confronto entre facções, segundo o governo.

 

Tiroteio

 

Na terça-feira (18), também no Acre, houve tiroteio na Unidade Penitenciária 04, em Rio Branco, quando os detentos do regime semiaberto chegavam para dormir na unidade e foram surpreendidos por homens armados que os abordaram na entrada da penitenciária. Os agentes penitenciários reagiram e, junto com a Polícia Militar, controlaram a situação.

 

Segundo o governo acreano, o policiamento ostensivo nas ruas foi intensificado com o objetivo de encontrar pessoas ligadas às facções vindas de outros estados, como Rio de Janeiro e São Paulo. A polícia prendeu ainda dois agentes penitenciários suspeitos de fornecerem armas a detentos.

 

O ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, já declarou que reduzir a superlotação do sistema carcerário seria uma das formas de combater as causas das rebeliões em presídios e disse que o governo está recolhendo informações para fazer uma avaliação do que está acontecendo dentro das cadeias de vários estados. O governo federal deve propor um mutirão para rever a situação de cerca de 100 mil presos provisórios em todo o país.

 

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