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Atualizado em quinta-feira, 27 de abril de 2017 - 14h23

Homem mata amante grávida que se negou a abortar

Crime chocou cidade de Saltinho, no interior de São Paulo
A designer de moda Denise Stella estava desaparecida desde segunda-feira (24) / Reprodução/Facebook A designer de moda Denise Stella estava desaparecida desde segunda-feira (24) Reprodução/Facebook

Um homem casado, gerente de uma fábrica de roupas, matou uma funcionária com quem tinha um relacionamento amoroso porque ela estava grávida de dois meses e se negava a fazer o aborto. O crime, esclarecido na noite dessa quarta-feira (26), chocou a pequena Saltinho, cidade de 7 mil habitantes do interior de São Paulo.

O acusado, que confessou o crime e a motivação, foi levado a uma cadeia da região e está sendo mantido numa cela sob vigilância. A vítima, a designer de moda Denise Stella, de 31 anos, estava desaparecida desde a noite de segunda-feira (24), quando saiu de casa para jantar na casa de uma amiga e não retornou.

Amigas da jovem chegaram a postar o desaparecimento em redes sociais. O carro usado por Denise, que pertence à mãe dela, foi encontrado abandonado em um canavial do município.

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Acionada, a Polícia Civil iniciou as investigações e chegou ao suspeito. Ele revelou onde havia deixado o corpo, em uma estrada de terra, próximo da Rodovia Cornélio Pires (SP-127). O corpo havia sido jogado em uma ribanceira.

Assista à reportagem do Brasil Urgente sobre o desaparecimento de Denise

Assassinato

À polícia, o gerente Cristiano Romualdo, de 39 anos, contou que mantinha um relacionamento secreto com a designer, de quem era chefe no trabalho. Há alguns dias, ela contou ter feito teste de gravidez com resultado positivo. Casado, ele passou a insistir para que ela fizesse um aborto, mas a mulher queria ter o bebê.

Na segunda, após jantar na casa da amiga, ela se encontrou com o amante. Depois de uma discussão, ele usou o cinto de segurança do carro para enforcá-la. Em seguida, deixou o corpo na estrada e abandonou o carro em outro local.
 
Cristiano Romualdo
Cristiano Romualdo era chefe de Denise e confessou o crime (foto: Reprodução)

A notícia do crime causou revolta na cidade, onde a família de Denise é bastante conhecida. Quando a jovem desapareceu, o pai dela estava internado em um hospital e a mãe o acompanhava, por isso Denise ficou com o carro dela. Cristiano foi levado para depor na Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Piracicaba, onde permanece preso.

O corpo da jovem também foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) dessa cidade e deve ser velado nesta quinta-feira (27), em Saltinho.

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