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Atualizado em domingo, 21 de novembro de 2010 - 18h21

Depois de agressões, Paulista recebe protesto contra homofobia

Manifestação repudia atos de violência do último domingo, que teriam tido motivação homofóbica / Foto: Leonardo Soares/Agência Estado Manifestação repudia atos de violência do último domingo, que teriam tido motivação homofóbica Foto: Leonardo Soares/Agência Estado

Uma manifestação protestava contra a homofobia neste domingo, 21, na Avenida Paulista, no centro de São Paulo. Há uma semana, a via foi palco de uma série de agressões cuja motivação, suspeita-se, seria homofóbica.

Além de organizar a passeata em repúdio aos atos da semana passada, eles reivindicam uma legislação específica contra a homofobia. O ato foi organizado pelos grupos de defesa dos direitos dos LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros).

Segundo a Polícia Militar, o protesto que teve início no vão livre Masp (Museu de Arte de São Paulo) é pacífico. O evento foi organizado por meio de mensagens no Twitter.

Por outro lado, vendo as imagens de câmeras de segurança que flagraram uma das agressões, o promotor da segunda Vara da Infância e Juventude, Tales Cezar de Oliveira, disse ao eBand que, pelas imagens, os atos de violência não teriam motivações homofóbicas. E configurariam, sim, numa agressão gratuíta.

O caso

Denunciados por um radialista, de 34 anos, que presenciou as agressões próximo à TV Gazeta, cinco jovens foram detidos na esquina da Paulista com a Alameda Campinas. Segundo testemunhas, enquanto batiam, os rapazes chamavam os agredidos de "bicha".

Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), as agressões começaram por volta das 3h quando um lavrador, de 18 anos, foi atacado na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, uma travessa da Paulista. O grupo dos cinco rapazes se aproximou e, sem dizer nenhuma palavra, começou o espancamento. A carteira, blusa e o celular do jovem foram roubados. Ele compareceu à delegacia no início da tarde para registrar ocorrência de roubo e reconheceu os suspeitos.

A onda de violência continuou em um ponto de táxi já na Paulista, onde o grupo agrediu, em torno das 6h30, com socos na cabeça e chutes um estudante, de 19 anos, e um fotógrafo, de 20, que conseguiu se refugiar numa estação de metrô.

Depois disso, atacaram na cabeça com duas lâmpadas fluorescentes estudante Luis Alberto, de 23 anos. Ele e o fotógrafo foram atendidos no Hospital do Servidor Público. O outro estudante foi socorrido no Hospital Oswaldo Cruz.

Redação: Helton Simões Gomes

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