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Atualizado em quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012 - 07h14

Líder de greve dos bombeiros no Rio é preso

Mobilização, que aconteceu no ano passado, culminou na ocupação do Quartel General da corporação
Em junho de 2011, os bombeiros realizaram uma paralisação no Rio de Janeiro / Guto Maia/News Free/AE/Arquivo Em junho de 2011, os bombeiros realizaram uma paralisação no Rio de Janeiro Guto Maia/News Free/AE/Arquivo

Um dos líderes do movimento grevista do Corpo de Bombeiros do Rio, no ano passado, foi preso na noite de ontem. O cabo Benevenuto Daciolo foi um dos articuladores da paralisação, que culminou na ocupação do Quartel General da corporação, no centro da capital fluminense, em junho do ano passado. 


Daciolo também estaria envolvido no movimento que ameaça uma greve entre as polícias civil, militar, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros, amanhã, no Estado do Rio de Janeiro. A assembleia geral para definir a paralisação será realizada hoje, às 18h.

Em gravação, Daciolo trata com outro líder grevista sobre a possível votação da PEC 300, que unifica o piso salarial de policiais. Ele fala ainda sobre a possibilidade de não haver Carnaval "nem em Rio e em São Paulo". 


O cabo Daciolo voltava de uma viagem à Bahia, onde policiais militares estão em greve desde o dia 31 de janeiro, e foi preso ainda dentro do avião, na chegada ao Rio.

Articulação

Em nota, o Governo do Estado disse que solicitou ao governador da Bahia, Jacques Vagner, cópias de todas as gravações em que o bombeiro ou qualquer outro servidor do Estado apareçam. O pedido foi feito depois que Sérgio Cabral soube que o militar manteve conversas telefônicas com pessoas ligadas à greve no estado baiano, com indicações de estratégia de deflagração de atos grevistas no Estado do Rio.

Em resposta às denúncias, o Movimento dos Bombeiros afirma que não houve, em momento algum das gravações, incitação à violência e que o cabo Daciolo foi à Bahia a convite do juiz da Auditoria Militar Federal.

O cabo Benevenuto já está no Quartel Central do Corpo de Bombeiros, onde deve permanecer preso por tempo indeterminado.