Tamanho de fonte
Atualizado em quinta-feira, 29 de março de 2012 - 14h51

Salvador comemora 463 anos nesta quinta-feira

A primeira capital brasileira foi fundada por Thomé de Souza, primeiro governador-geral do Brasil, em 1549
A cidade tornou-se símbolo de prosperidade econômica no decorrer do século XVI / Raul Golinelli/Futura Press A cidade tornou-se símbolo de prosperidade econômica no decorrer do século XVI Raul Golinelli/Futura Press

 

O aniversário da cidade de Salvador é comemorado nesta quinta-feira pelos baianos. A cidade faz 463 anos neste 29 de março.

 

Nesta quinta-feira, haverá shows na cidade para comemoração do aniversário da cidade. O show com o Grupo de Choro “Os Ingênuos” com participação de Lia Chaves e Noeme Bastos acontece na Praça Thomé de Souza. A Banda Direto ao Ponto com participação especial de Lazzo Matumbi toca no Espaço Cultural da Barroquinha. O  DJ baiano Mauro Telefunksoul estará na Casa do Benin. Todas as atrações de hoje começam às 19h.

 

 

História

A primeira capital brasileira foi fundada por Thomé de Souza, primeiro governador-geral do Brasil, em 1549. O aniversário da cidade é comemorado no dia 29 de março, data em que Thomé de Souza chegou ao Porto da Barra, onde hoje existe o marco da capital.

 

A presidente do IGHB (Instituto Geográfico e Histórico da Bahia), a historiadora Consuelo Pondé de Sena Ela, conta que o local para construção da capital da Colônia foi escolhido com base no modelo de defesa das cidades portuguesas daquela época.

 

A Coroa optou por instalar a sede do governo em cima de uma montanha, no local que hoje fica entre a da Praça Municipal - cujo nome oficial é Praça Thomé de Souza.

 

Ela avalia que, no período de fundação, a cidade deveria ter cerca de 1.500 habitantes entre funcionários do governo, degredados enviados pela Coroa e índios nativos da região.  A partir da chegada do governador geral, Salvador se transforma na sede do reinado português nas Américas e começa a crescer.

 

A localidade se consolidou como centro do administrativo e da Igreja, tornando-se um símbolo de prosperidade econômica no decorrer do século XVI. A riqueza resultava dos lucros com a produção da cana de açúcar e da posição privilegiada do seu porto, transformado-a no principal entreposto comercial entre Portugal e suas colônias do Oriente.