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Atualizado em quarta-feira, 4 de julho de 2012 - 14h35

Veja a cronologia dos ataques em São Paulo

Até esta terça-feira, seis policiais morreram, sete bases da PM foram atacadas, 17 ônibus, quatro carros e um caminhão, incendiados

 

Desde o último dia 13 de junho, São Paulo registra mortes de policiais, incêndios a ônibus e ataques a bases da PM. O governo do Estado afirma que as ações não têm relação com o crime organizado, como aconteceu em 2006 (veja galeria de fotos com a retrospectiva dos crimes). Confira abaixo a cronologia dos últimos ataques:

 

 

 

13 de junho – Quarta-feira

O policial militar Valdir Inocêncio dos Santos, de 39 anos, é morto com 20 tiros no início da madrugada em frente a sua casa em Guaianases, zona leste da capital.

 

17 de junho - Domingo

Quatro dias após o primeiro ataque, mais um policial morre. Domingos Antônio Aparecido Siqueira, 43 anos, era da Cavalaria da PM (Polícia Militar) e foi assassinado em frente a sua mulher e filha na porta de casa em São Mateus, zona leste de São Paulo.

 

20 de junho - Quarta-feira

O policial Vaner Dias, da Cavalaria 9 de Julho, é morto dentro da academia onde dava aulas de jiu-jitsu fora do expediente na Vila Formosa, zona leste. Três bandidos entraram na academia e efetuaram diversos disparos.

 

 

Policial foi morto na academia em que dava aulas de jiu-jitsu
Edu Silva / Futura Press

 

 

No mesmo dia, por volta das 23h30, uma base da PM é metralhada por bandidos em um carro na Avenida Luiz Pires de Minas, São Mateus, zona leste. Ninguém ficou ferido.

 

21 de junho – Quinta-feira

O soldado Paulo Cesar Carvalho, 41 anos, é assassinado enquanto fazia compras em um supermercado na zona sul de SP, no Capão Redondo. A ação foi executada por três bandidos.

 

 

o soldado foi morto enquanto fazia compras no supermercado
Eduardo Anizelli/Folhapress

 

 

 

No bairro da Penha, também na zona leste de São Paulo, o restaurante Barracuda, onde seis pessoas foram mortos por policiais da Rota, pega fogo.

 

22 de junho – Sexta-feira

Osmar Santos Ferreira, soldado da Polícia Militar, é executado a tiros no Jardim Edda, zona sul da capital. Ele estava indo trabalhar em uma moto quando foi atingido por um carro, de onde saíram criminosos atirando.

 

Em Itaquera, uma base da polícia é alvejada por tiros. Três carros particulares e uma viatura são atingidos pelos disparos. O policial de plantão não ficou ferido.

 

 

Uma viatura foi alvo de ataque de criminosos na zona sul de São Paulo
Eduardo Anizelli/Folhapress

 

 

 

Enquanto isso no Jardim Ângela, zona sul, bandidos dentro de uma Kombi branca atiram contra uma viatura da PM, mas não acertam o alvo.

 

O primeiro, de uma série de ônibus que viriam a ser destruídos por criminosos, é incendiado em Diadema na avenida Lico Maia, bairro de Conceição.

 

Na zona norte, em Perus, a casa de um policial é alvejada por tiros, mas ninguém ficou ferido.

 

23 de junho – Sábado

O Cabo Joaquim Cabral de Carvalho é morto ao sair do trabalho em Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo. Ele estava em seu carro quando foi cercado e fuzilado.

 

Em Diadema, também na Grande São Paulo, mais um ônibus é incendiado na avenida dos Signos por dois homens encapuzados com um galão de gasolina. Na mesma cidade,um carro em chamas foi jogado contra uma base móvel do 24º Batalhão, mas não atingiu o alvo.

 

 

Os suspeitos não roubaram nenhum dos ocupantes do veículo
Eduardo Anizelli/Folhapress

 

Em Vargem Grande Paulista um policial rodoviário é alvo de tiros, mas não fica ferido.

 

24 de junho – Domingo

Dois ônibus são incendiados: um em Guarulhos, na esquina da avenida Salgado Filho com a Benjamim Hunnicutt por volta das 20h e outro na zona sul de São Paulo, em Capão Redondo, na avenida dos Funcionários Públicos.

 

25 de junho – Segunda-feira

Três viaturas são atingidas por tiros em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. Além disso, mais dois ônibus são incendiados: um no Jardim Ângela e outro no Jardim Tietê, ambos na zona leste da capital.

 

26 de junho – Terça-feira

Cinco ônibus são incendiados. Três dos ataques ocorrerem no Tremembé, sendo um na avenida Antonelo da Messina, às 21h, outro na rua Alfazema, às 22h20, e na avenida Ushikichi Kamiya, às 23h. Um ônibus da ViaSul foi incendiado por quatro homens no Parque Bristol enquanto estava no ponto final e outro no Sacomã, na rua Brigadeiro Amílcar Veloso Pederneiras.

 

27 de junho – Quarta-feira

Na rua Syllas Matos, bairro de Santa Cruz na zona sul da cidade, o ônibus chega a pegar fogo, mas não incendeia completamente. Em Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo, mais um coletivo é incendiado. No Sacomã, zona sul, um carro e caminhão são incendiados.

 

28 de junho – Quinta-feira

Uma base da PM é atacada por volta de 1h no Grajaú, zona sul de São Paulo. Além disso, no Capão Redondo um ônibus é incendiado às 23h30.

 

O helicóptero da Band flagrou dois carros pegando fogo em Osasco, na Grande São Paulo. Os carros estavam estacionados quando foram incendiados.

 

carros pegam fogo em Osasco

Reprodução / Brasil Urgente

 

1 de julho – Domingo

Dois bandidos morrem durante troca de tiros com policiais da Rota no Parque São Rafael, extremo leste de São Paulo. Segundo a polícia, os criminosos planejavam atacar a casa de militares.

 

2 de julho – Segunda-feira

Uma base da polícia no Jaçanã, zona norte da capital, é alvejada por quatro, de cinco tiros disparados por criminosos em uma moto. Os quatro policiais que estavam na base não se feriram.


3 de julho – Terça-feira

Dois ônibus da Viação Transporte Jangada, utilizados no frete de funcionários de empresas, são incendiados por volta das 3h em frente à casa do proprietário deles, no Jardim Fortaleza, em Guarulhos, na Grande São Paulo.

 

 

Os Ônibus eram usados para frete de funcionários de empresas
Helio Torchi / Folhapress

 


4 de julho - Quarta-feira

Ao menos 15 homens incendeiam um ônibus por volta de 21h, na Estrada do Campo Limpo, no município de Taboão da Serra, na Grande São Paulo. Os criminosos pediram para os ocupantes descerem e com garrafas de gasolina e coquetéis molotov queimaram coletivo.