Integrantes do PCC estavam reunidos em chácara no interior de São Paulo
Julia Chequer/ Folhapress
A polícia irá investigar a ligação entre integrantes do PCC, que realizavam um tribunal do crime no interior de São Paulo, e o proprietário da chácara onde o grupo se reuniu na noite de ontem. Os criminosos julgavam um homem, acusado de estuprar uma menina de 12 anos, quando foram surpreendidos pela polícia. A operação da Rota resultou na morte de nove criminosos.
A chácara está localizada em Várzea Paulista e pertence a um candidato a vereador da cidade. Segundo informações preliminares da polícia, a propriedade teria sido alugada por R$ 300.
Defesa da ação
O comandante da Polícia Militar de São Paulo, coronel Roberval Ferreira França, defendeu a ação de agentes da Rota. Segundo ele, a ação foi legítima e não houve abusos.
França descartou a possibilidade de o PCC promover ataques coordenados contra policiais militares, como represália à ação de ontem. O receio existe porque a facção realizou atentados coordenados contra as forças de segurança do Estado em 2006.
No entanto, os ataques continuam ocorrendo, de forma espaçada. Somente este ano, 159 ataques ocorreram contra PMs, deixando 67 mortos. A maior parte dos assassinatos ocorre quando os agentes estão fora do trabalho.