band.com.br

Tamanho de fonte
Atualizado em quinta-feira, 8 de agosto de 2013 - 14h14

Chacina em SP: PM foi o primeiro a ser morto

Informações preliminares indicam que o policial da Rota foi morto de três a dez horas antes que as demais vítimas
Mortes em casa da zona norte de SP começaram no domingo; filho morreu na segunda-feira / Marcos Bezerra/Futura Press/Folhapress/Arquivo Mortes em casa da zona norte de SP começaram no domingo; filho morreu na segunda-feira Marcos Bezerra/Futura Press/Folhapress/Arquivo

O sargento da Rota Luís Marcelo Pesseghini teria sido a primeira vítima a ser assassinada em chacina zona norte de São Paulo. Na ocasião, cinco pessoas de uma mesma família foram mortas.

 

Segundo informações preliminares do Instituto Médico Legal (IML) repassadas à Rádio Bandeirantes, o policial foi morto de três a dez horas antes que as outras vítimas.

 

O laudo inicial também teria a sequência das demais mortes. A policial militar Andréia Pesseghini teria sido a segunda vítima assassinada na chacina, seguida da tia-avó e da avó. O menino de 13 anos foi o último a morrer.

 

O IML também verificou um hematoma em um dos braços do garoto.

 

O laudo definitivo deve ser divulgado em cerca de 30 dias.

 

Sobre as investigações, a polícia deve ouvir o comandante Wagner Dimas Alves Pereira, do 18º Batalhão da PM-SP (Polícia Militar de São Paulo), onde a mãe do menino atuava. O motivo é a entrevista concedida por ele, ontem, à Rádio Bandeirantes.

 

Na ocasião, Pereira confirmou que Andréia fez parte de um grupo que denunciou o envolvimento de policiais no roubo de bancos.

 

Vídeo


Imagens divulgadas na terça-feira pela Polícia Civil mostraram o momento em que o filho do casal, um menino de 13 anos, suspeito de matar a família, chega à escola em que estudava com o carro da mãe. O vídeo foi registrado por uma câmera de segurança da rua.

 

Um amigo reconheceu o colega de colégio ao ver a gravação, segundo a polícia. O garoto sai do veículo e se dirige para a escola. O menino estava com a mesma mochila que foi encontrada por policiais militares na casa da família, após o assassinato. 

 

 

Escola 

Investigações do DHPP (Departamento de Homicídio de Proteção à Pessoa) de São Paulo revelam que o menino de 13 anos foi à escola após o crime. Depois da aula, o garoto ganhou uma carona até sua casa, onde teria se suicidado

"Tudo leva a crer, após análise de imagens nas proximidades do colégio, que o menino matou os familiares na noite do domingo e, na segunda-feira, foi de carro até o colégio", afirmou o coronel Benedito Meira em entrevista à Rádio Bandeirantes. Segundo ele, trata-se de "uma tragédia familiar". 

O coronel afirmou, ainda, que "todas as pessoas morreram após serem baleadas com a mesma pistola - calibre 40 - que foi encontrada debaixo do garoto. O disparo que ele tomou na cabeça leva a crer que foi um suicídio".  “Em 32 anos de polícia nunca vi nada igual”, afirmou o coronel. 

Um revólver também foi encontrado pela polícia na mochila do filho do casal de policiais militares. 

O caso

Um sargento da Rota (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar), a mulher - também policial militar, a sogra, de 67 anos, a tia da esposa, de 55, e o filho de 13 anos foram encontrados mortos em duas casas de um mesmo terreno, na Vila Brasilândia, zona norte de São Paulo. 

O crime, segundo investigações da polícia, teria ocorrido no domingo (4), mas só foi descoberto nesta segunda-feira. O filho do casal de PMs, que também morreu, teria sido o atirador. Depois do crime, ele teria ido à escola, voltado e se matado com um disparo na cabeça. 

De acordo com o Comando da PM (Polícia Militar), o sargento da Rota deveria ter entrado no trabalho às 5h e a mulher dele, às 9h. A polícia foi encaminhada até a casa da Brasilândia depois que colegas do 18º Batalhão, da Freguesia do Ó, estranharam a falta da agente. 

Cadastrando-se em nossa newsletter, você receberá diariamente em seu e-mail as últimas Notícias do Band.com.br
Aceito receber e-mails da Band e parceiros