RJ: greve da polícia faz TRE fechar as portas

Tribunal Regional Eleitoral amanheceu fechado nesta sexta-feira, segundo denúncias de moradores da capital

A sede do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Rio de Janeiro amanheceu fechada na manhã desta sexta-feira. As informações são da BandNews FM da capital fluminense.

Na frente da sede do TRE, foi afixado um aviso de que os trabalhos foram interrompidos por causa da greve das polícias Civil e Militar, além dos bombeiros deflagrada na noite de ontem.

Os grevistas anunciaram que 30% do efetivo continuará trabalhando durante a greve. Segundo o sindicato da Polícia Civil, apenas chamados emergenciais serão atendidos em delegacias, como homicídios, agressão a mulheres e furto de automóveis.

Universidade fechada

Uma universidade particular na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, suspendeu as aulas por causa da greve. Segundo a assessoria da Universidade Veiga de Almeida, os funcionários foram trabalhar normalmente, mas a instituição decidiu optar pela segurança dos alunos.

Segundo a RioTur, o fim de semana de pré-Carnaval no Rio, até o momento, não sofreu nenhuma alteração. A programação dos Blocos, no Terreirão do Samba e Sambódromo será mantida.

O bloco carnavalesco mais famoso do Rio, o Cordão da Bola Preta, chegou a cancelar o desfile desta sexta-feira por falta de segurança. Mas a agremiação voltou atrás e resolveu manter o pré-carnaval, na avenida Rio Branco, no Centro.

Greve

A Polícia Civil e Militar do Estado do Rio, assim como os bombeiros, decidiram entrar em greve na madrugada desta sexta-feira, insatisfeitos com o aumento salarial progressivo de 39% aprovado horas antes pela Assembleia Legislativa do Rio.

Após uma assembleia de cinco horas realizada na praça Cinelândia, no centro do Rio, a greve foi aprovada em uma votação entre os cerca de 2.000 oficiais presentes.

Os agentes de segurança também protestam contra a prisão na quinta-feira de um líder sindical dos bombeiros, Benevenuto Daciolo, acusado de querer ampliar a greve a outros Estados e ameaçar o Carnaval.


Protestos

O secretário de Defesa Civil estadual e comandante do Corpo de Bombeiros do Rio, coronel Sérgio Simões, disse nesta quinta-feira mais cedo que se a greve fosse decretada, 14 mil homens do exército garantirão a segurança do estado, enquanto 300 homens da Força Nacional ajudarão os bombeiros. Cerca de 3.500 soldados já estão no controle da segurança na Bahia.

"Liberdade para Daciolo; prendam (o governador do Rio, Sérgio) Cabral", pediam dezenas de folhetos sindicais distribuídos na praça Cinelândia, em meio ao ruído de apitos e cornetas.

Um alto-falante difundia uma mensagem gravada: "população, bombeiros e policiais militares pedem socorro. Alerta à população carioca. Em caso de greve, que a população evite transitar nas ruas da cidade".

Bahia

O protesto soma-se à iniciativa há nove dias da Polícia Militar da Bahia, que provocou uma onda de violência com um saldo de mais de 120 mortos, mais que o dobro da média habitual, sobretudo na capital, Salvador.

Mais de 200 policiais em greve desocuparam nesta quinta-feira a sede da Assembleia Legislativa da Bahia, onde estavam amotinados havia nove dias, e seu líder, Marco Prisco, foi preso. No entanto, os policiais decidiram nesta quinta-feira à noite manter a greve.

A presidente Dilma Rousseff criticou duramente a greve na Bahia e rejeitou uma anistia para aqueles que cometeram atos "contra as pessoas e a ordem pública".

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