Mesmo sob proteção da Justiça, mulher é assassinada em São Paulo

Havia contra o principal suspeito do crime medidas da Lei Maria da Penha

Uma mulher que era ameaçada de morte pelo ex-marido e tinha recebido a proteção da Justiça foi morta a tiros em São Paulo neste sábado (12). O ex-marido dela é o principal suspeito. 

O crime aconteceu em um prédio no bairro do Paraíso, Zona Sul de São Paulo. A vendedora Edna Amaralina, de 28 anos, foi assassinada dentro de seu apartamento. Um amigo dela acabou baleado e está internado com risco de ficar paraplégico. 

O assassino rendeu um entregador de pizza na entrada do edifício. Em seguida foi até o apartamento. Quando Edna abriu a porta já foi atingida por quatro tiros. O criminoso ainda disparou duas vezes contra o amigo dela, trancou a porta, deixou a chave do lado de fora e fugiu.

Depois dos disparos, dois vizinhos abriram o apartamento e chamaram a polícia. Uma das testemunhas, que não quis se identificar, viu a cena do crime. "Só ouvimos os tiros. Foram seis tiros diretos. Aí eu voltei e vi a cena, os corpos no chão".

Mesmo baleado, o médico disse aos policiais que o crime tinha sido cometido pelo ex-namorado de Edna, o empresário Hugo Alexandre Gabrich. Contra ele, há medidas protetivas da Lei Maria da Penha. Ele estava proibido, por exemplo, de ficar a menos de 20 metros dela, de manter contato ou frequentar os lugares aonde a vítima ia. 

Para o jurista Edilson Mougenot Bonfim, o estado impõe algumas medidas, mas não fiscaliza adequadamente. “Como impedir que o suspeito não se aproxime os 20 metros da mulher? E ademais, isso é efetivo? ele pode dar um tiro a 21 metros dela", afirma. 

Em média, 13 mulheres são assassinadas por dia no Brasil. O país é o quinto no ranking mundial desse tipo de crime.

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