Detidos em manifestação contra Lei de Migração são soltos

Grupo é suspeito de explosão, lesão corporal e associação criminosa

Os quatro homens detidos ontem à noite na Avenida Paulista, em São Paulo, durante uma confusão em uma manifestação contra a nova Lei de Migração, foram liberados no final da tarde desta quarta-feria (3).

Eles passaram por uma audiência de custódia hoje à tarde e são suspeitos de explosão, lesão corporal, associação criminosa e resistência. Dois deles foram absolvidos, enquanto os outros dois estão em liberdade provisória.

De acordo com a decisão judicial, o brasileiro Hasan Zarif, proprietário do restaurante Al Janiah e integrante do movimento Palestina Para Tod@s, e o palestino Nour Alsayyd, acusado de ter batido em policial militar durante o confronto, estão proibidos de frequentar qualquer manifestação ou palestra contra a flexibilização das leis brasileiras de imigração.

Eles também deverão justificar mensalmente as atividades que exercem. Outros dois detidos, que são brasileiros, também passaram pela audiência de custódia hoje de manhã e foram liberados.


Entenda o caso


Por volta das nove horas da noite de ontem, o grupo Direita São Paulo protestava na Avenida Paulista contra a Lei de Migração, aprovada no Senado, que prevê políticas publicas para imigrantes no Brasil.

Os manifestantes também exaltavam o trabalho da Polícia Militar e gritavam que "comunistas têm que morrer". Além do conteúdo xenófobo, o grupo Direita São Paulo compartilha concepções machistas e homofóbicas e defende uma nova intervenção militar no País.


Segundo relato dos integrantes desse protesto, cerca de 15 pessoas avançaram contra eles e arremessaram um artefato explosivo no ato - há um vídeo publicado no Facebook da Direita São Paulo que mostra o momento do suposto ataque, com um homem que joga um objeto em chamas, mas não se vê um grupo que avança sobre o protesto.

Já o outro grupo, no qual estava Hasan Zarif, alega que apenas se defendeu dos ataques xenófobos.

Em outro vídeo, também postado pela Direita São Paulo no Facebook, é possível ver integrantes dos apoiadores dos direitos dos imigrantes apanhando da Polícia Militar e de outros manifestantes, sob um coro de "Viva a PM".

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