Prefeitura e secretários de Doria se contradizem sobre operação na Cracolândia

Júlio Semeghini disse que informou secretários três dias antes da ação

A Prefeitura de São Paulo e os secretários se contradisseram ao falar da megaoperação feita pela administração municipal em parceria com o governo do estado no último domingo (21).

Os secretários do governo Doria, envolvidos no programa Redenção - voltado ao tratamento de dependentes químicos, disseram que não sabiam do chamado "Dia D".

A Prefeitura, entretanto, através da Secretaria de Comunicação, afirmou em nota que a Secretaria Estadual de Segurança Pública informou a gestão Doria da ação.

No texto, a administração afirma que o secretário de Governo, Júlio Semeghini, informou, com três dias de antecedência, os secretários de Justiça e de Segurança Urbana. No sábado (20) pela manhã, foram informados os secretários de Saúde, Habitação, Urbanismo e Licenciamento, Serviços e Obras e Comunicação.

Ainda de acordo com a nota, os secretários foram convocados para, no domingo, atuarem depois da ação.

Mais cedo, o secretário municipal de Saúde, Wilson Pollara, admitiu que o cadastramento de dependentes não tinha sido feito até o dia da operação. Pollara disse ainda que a ação era sigilosa e que não teve nenhuma informação de que seria feita.

O secretário de governo, Julio Semeghini, confirmou que a ação no domingo não estava prevista no projeto.

Nesta quinta-feira (25), o prefeito de São Paulo, João Doria, teve que explicar aos órgãos que fazem parte do programa na Cracolândia porque a administração municipal não seguiu o cronograma.

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