MP faz operação contra o PCC no RN

A ação visa cumprir 129 mandados de busca e apreensão

O Ministério Público do Rio Grande do Norte deflagrou, nesta sexta-feira, a Operação Juízo Final, que investiga ordens dadas pela facção criminosa PCC de dentro dos presídios do Estado. Entre os crimes praticados estão homicídios, tráfico de drogas e explosão de caixas eletrônicos. 

A investigação mostrou que os alvos da operação comandam o tráfico de drogas de dentro dos presídios com uma área de atuação em praticamente todo o sistema carcerário potiguar. Além disso, os suspeitos mantêm também articulações com integrantes do PCC em outros Estados do Brasil.


Jornal da Band: Operação contra o PCC em cadeias do RN

Atuação do PCC

Os áudios interceptados pela operação demonstram, segundo o MP-RN, que os principais investigados integram uma organização criminosa com divisões de tarefas bem definidas "visando a prática de crimes, além de acirrarem a rixa contra a facção local - Sindicato do RN".

Resgate de presos, assaltos, roubo de veículos, tráfico e plano para matar rivais são alguns dos assuntos discutidos entre os investigados durante o período que tiveram suas ligações telefônicas monitoradas.

Em alguns dos áudios, é possível notar que alguns dos investigados estão comandando o tráfico de drogas de dentro dos presídios assim como na grande Natal e com atuação em Mossoró.

Cadernos do crime

Durante o período de investigação, foram apreendidos cadernos e papéis com informações dentro de algumas unidades prisionais do Estado.

As anotações contêm nomes, apelidos, datas e números de telefones. Além disso, há identificação dos “padrinhos” (pessoas da facção que batizam novos integrantes), a “quebrada de origem” (de onde vem aquele que busca entrar no PCC), “quebrada atual” (onde está atuando recentemente) e as “faculdades” (forma como identificam as unidades do sistema penitenciário).

As anotações registram toda a atividade criminosa e o total de integrantes da organização, que conta hoje com mais de 600 integrantes no Estado.

Esquema familiar

A operação também revelou um esquema “familiar” usado pelos investigados que estão presos, no qual mulheres conhecidas como “cunhadas” fornecem seus dados bancários para transações financeiras dos presos. 

Houve o afastamento do sigilo bancário de 184 contas relacionadas com a  facção, que movimentaram, num período de dois anos, aproximadamente R$ 6 milhões.

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