RJ: Mais dois bombeiros são presos por corrupção

Nessa terça-feira, 34 militares foram detidos acusados de integrar esquema de propina

Mais dois bombeiros militares do Rio de Janeiro foram presos acusados de envolvimento num esquema de propinas para autorizar o funcionamento de estabelecimentos comerciais e de diversão sem a documentação exigida pela lei. 

Na terça-feira, 34 pessoas (32 bombeiros e dois empresários) foram detidos sob suspeita de integrar esse grupo. Ao todo, 38 suspeitos tiveram suas prisões determinadas pela 1ª Vara Criminal de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Se condenados por organização criminosa, poderão pegar de três a oito anos de prisão.

No fim da tarde de ontem, o comandante-geral dos bombeiros, coronel Ronaldo Alcântara, que também era secretário estadual de Defesa Civil, pediu ao governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) exoneração dos cargos. O subcomandante-geral e chefe do Estado-Maior Geral, coronel Roberto Robadey, foi indicado pelo governador fluminense para substituí-lo nas duas funções.

Investigação

O coronel da reserva Rodrigo Vallim de Barros foi preso na noite de ontem pela Polícia Federal no aeroporto do Galeão, na Ilha do Governador, zona norte do Rio. Ele chegava de viagem. Já o coronel da reserva Evandro Costa Ferreira se entregou na manhã desta quarta-feira (13) na Cidade da Polícia, no Jacaré, na mesma região. Com a prisão deles, restam duas pessoas ainda foragidas, um empresário e mais um bombeiro.

Segundo o Ministério Público e a Polícia Civil, o esquema de corrupção acontecia principalmente no Setor de Engenharia do 4º Grupamento do Bombeiro Militar de Nova Iguaçu, do 14º Grupamento do Bombeiro Militar de Duque de Caxias (Baixada Fluminense) e do Grupamento de Operações com Produtos Perigosos, que reúne bombeiros responsáveis pela expedição de alvarás para funcionamento dos comércios da região.

As investigações indicaram que estabelecimentos comerciais e locais de diversão pública, inclusive um estádio de futebol, receberam autorização de abertura sem cumprir as exigências de segurança previstas na legislação para proteger os clientes em caso de incêndio.

Até à tarde de hoje, a reportagem não conseguiu localizar representantes dos bombeiros detidos.

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