SP: Entramos com ação na Justiça contra a Prefeitura, diz mãe de jovem eletrocutado

"A culpa é dos dois: da empresa e de quem a contratou", disse em entrevista à RB; estudante morreu ao encostar em poste

"Nós entramos com uma ação na Justiça contra a Prefeitura. A culpa é dos dois: da empresa e de quem a contratou". 

As palavras são de Carla Lacerda, mãe de Lucas, o garoto de 22 anos que morreu eletrocutado no carnaval de São Paulo. Ela conversa neste momento com José Luiz Datena, no programa "90 Minutos", da Rádio Bandeirantes.

No último domingo, o estudante morreu eletrocutado depois de encostar-se a um poste com duas destas câmaras durante a passagem de bloco na rua da Consolação, no centro da capital.  

No local, as câmeras foram penduradas em um poste de sinalização, o que puxou a luz de um poste de energia, a partir de um fio esticado. Segundo o prefeito da cidade, João Doria (PSDB), o serviço foi feito “indevidamente e em condições técnicas inadequadas”. 

Explicações

Ao todo, 58 postes receberam câmeras. As 38 que já foram retiradas – pela Ilume, empresa municipal de iluminação pública – estavam, entre outros pontos, na região central e no bairro de Pinheiros. A prefeitura não informou se vai punir a Dream Factory. 

Mais cedo, o Tribunal de Contas do Município (TCM) enviou ofício à prefeitura para pedir explicações em 48h sobre a instalação das câmeras, os padrões técnicos estabelecidos e a fiscalização. O Ministério Público também fez questionamentos. 

O secretário das Prefeituras Regionais, Cláudio Carvalho, garantiu à rádio que o folião terá segurança. Mais 700 guardas-civis foram convocados e a prefeitura usará 2 mil câmeras já em operação no monitoramento.

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