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Atualizado em quarta-feira, 11 de setembro de 2013 - 14h10

Caso Juan tem terceiro dia de julgamento

A expectativa é concluir a etapa de instrução, com o interrogatório dos réus

O julgamento de quatro policiais militares acusados de matar o menino Juan Moraes, de 11 anos, entrou nesta quarta-feira, dia 11, no terceiro dia, com os depoimentos de testemunhas de defesa. O menino foi morto em junho de 2011 durante uma operação do 20º Batalhão da Polícia Militar, na Comunidade Danon, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Os jurados vão ouvir o depoimento das testemunhas de defesa. A expectativa é concluir a etapa de instrução, com o interrogatório dos réus.

Na última terça-feira, dia 10, começou com uma hora e meia de atraso o segundo dia de depoimentos do julgamento dos acusados de matar o menino Juan Moraes, de 11 anos. Sete testemunhas prestaram depoimento. Um dos depoimentos foi o do delegado responsável pela conclusão das investigações, Ricardo Barbosa, como testemunha de acusação. Barbosa descartou a possibilidade de confronto entre PMs e traficantes da Favela Danon, em Nova Iguaçu.

No primeiro dia do julgamento, os dois sobreviventes não conseguiram identificar os quatro policiais militares como autores dos tiros na Favela Danon, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Para a promotoria, um dos depoimentos mais importantes do dia foi o do irmão de Juan, Wesley Felipe Moraes da Silva, que também foi baleado. Ele chegou a indicar local onde estava o atirador.

Atingido por três tiros, um nas costas e dois nas pernas, no momento da ação, Wanderson dos Santos de Assis confirmou que viu quando Juan foi baleado no pescoço, mas não apontou os policiais como responsáveis.

Também foram ouvidos os pais de Juan, Rosineia e José Antônio, que seguem no programa de proteção a testemunhas. Ao todo 35 pessoas vão prestar depoimento, além dos policiais Isaías Souza do Carmo, Edilberto Barros do Nascimento, Ubirani Soares e Rubens da Silva, acusados de matar o menino, e o suposto traficante Igor Souza Afonso.

No dia 20 de junho de 2011, Juan vinha da casa de um amigo com o irmão quando foi atingido. Um mês depois, após denúncia de um ouvinte da BandNews FM, o corpo foi encontrado às margens do Rio Botas, no município de Belford Roxo, também na Baixada.

Se condenados, os policiais podem pegar 12 a 30 anos de prisão. Se somados os crimes de Homicidio e Ocultação de Cadáver, os PM's podem pegar até 60 anos de prisão. A previsão é a de que o julgamento dure mais três dias.

 

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