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Atualizado em sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014 - 11h47

Vídeo mostra cinegrafista da Band atingido

Santiago Andrade passou por cirurgia e está internado em estado grave
Santiago ficou gravemente ferido após ser atingido por bomba / Reprodução/Band Santiago ficou gravemente ferido após ser atingido por bomba Reprodução/Band

Um vídeo mostra o momento em que o cinegrafista do Grupo Bandeirantes Santiago Andrade é atingido por uma bomba, na noite dessa quinta-feira, durante um protesto na Central do Brasil, no Rio de Janeiro.

 

Ele foi levado em estado grave para o Hospital Municipal Souza Aguiar. O profissional passou por uma cirurgia e o caso foi registrado no 5º Distrito Policial. Os policiais que estavam no local o resgataram e levaram para o centro médico.

 

O Grupo Bandeirantes lamentou o caso em nota divulgada na noite de quinta-feira. "Durante as manifestações na Central do Brasil, nesta quinta-feira, no Rio de Janeiro, o cinegrafista Santiago Andrade da Band foi ferido na cabeça por um artefato – não se sabe, por enquanto, se uma bomba de gás lacrimogênio ou de fabricação caseira. O cinegrafista, que perdeu muito sangue, foi levado sem sentidos, num carro da polícia,  para o Hospital Souza Aguiar, onde passou por uma tomografia e está sendo submetido a uma cirurgia. Seu estado é grave. A Band espera no hospital, junto à família de Santiago, os resultados da cirurgia  e poderá voltar com novas informações".

 

Vídeo mostra bomba lançada contra cinegrafista:

 

Prisões

A Polícia Militar (PM) prendeu 28 manifestantes que participavam do protesto contra o aumento das passagens de ônibus. O grupo foi colocado em um micro-ônibus da PM e levado para a 19ª Delegacia de Polícia. O protesto começou pacífico às 18h30 com uma passeata pela Avenida Presidente Vargas até a Central do Brasil, mas terminou em um grande tumulto, quando os manifestantes invadiram o prédio da central e forçaram a liberação das roletas.

 

Policiais da tropa da choque interviram atirando bombas de gás com o objetivo de esvaziar a estação, de onde partem todos os ramais de trem da capital fluminense. Em alguns momentos do confronto dentro da Central da Brasil, os manifestantes jogaram pedras contra os policiais, que responderam com bombas de gás e cassetetes.

 

Do lado de fora da central, os manifestantes fizeram uma grande fogueira com banheiros químicos e derrubaram um dos portões de acesso à estação. Pontos de ônibus foram quebrados. Várias pessoas que tentavam embarcar nos trens passaram mal por causa das bombas de gás lacrimogênio e precisaram ser atentidas por equipes de emergência.

 

O tumulto se espalhou para as ruas vizinhas, com os manifestantes colocando fogo em pilhas de lixo no meio da rua, o que forçou a interrupção do trânsito de veículos na região.

 

Os policiais continuaram a reprimir os manifestantes para liberar as vias. Às 21h, a situação ainda não estava totalmente controlada no entorno da central, pois os manifestantes se dividiram em vários grupos. Apesar do tumulto, os serviços de trens não foram interrompidos.

 

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