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Atualizado em sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014 - 05h39

Cenário em Copacabana lembra Santiago

Uma câmera de televisão foi armada voltada para o chão em homenagem ao cinegrafista morto
Câmera foi armada em Copacabana em homenagem a Santiago / Tânia Rêgo/ABr Câmera foi armada em Copacabana em homenagem a Santiago Tânia Rêgo/ABr

A ONG (Organização Não Governamental) Rio de Paz prestou, nesta quinta, uma homenagem ao cinegrafista da Band Santiago Andrade, morto ao ser atingido por um rojão durante a cobertura de um protesto no último dia 6, no centro do Rio de Janeiro. Um cenário foi montado na areia da Praia de Copacabana, na zona sul, com uma faixa, uma cruz preta e uma câmera da TV Bandeirantes voltada para o chão e cercada de flores.

 

“Esta é também uma homenagem a todos os profissionais de imprensa que estão sendo perseguidos ou trabalhando em condições difíceis para exercer sua profissão. A câmera virada para baixo representa o Santiago Andrade encerrando os serviços dele”, disse o coordenador do Rio de Paz, Gregório Dotorovici.

 

A faixa, estendida na areia da praia, trazia os dizeres: “Em memória de quem morreu no exercício da profissão de valor indispensável à democracia”. O cenário ficará montado até as 13h, quando funcionários da Band prestarão sua última homenagem ao colega.

 

Mais homenagens

No velório de Santiago, colegas do cinegrafista exibiram uma camiseta confeccionada para homenagear o profissional.

 

Na frente da camiseta, há um desenho em que Santiago aparece em uma nuvem fazendo gravações com uma câmera e ele diz: “Uau! Que ângulo!”. 

 

Nas costas, a camiseta traz uma frase de protesto dos colegas pelo ocorrido: “Poderia ter sido qualquer um de nós”.

 

Veja as costas da camiseta em homenagem a Santiago:

camiseta

Reprodução/Band

 

Suspeito

Caio Silva de Souza, preso na madrugada de quarta-feira sob a suspeita de ter acendido o rojão que atingiu o cinegrafista da Band Santiago Andrade, lamentou a morte do profissional em entrevista à repórter Mônica Puga. “Eu lamento, porque [Santiago] era um trabalhador igual a mim”, declarou Souza em mensagem para amigos e familiares do cinegrafista. 

 

Leia também:

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O suspeito foi preso em Feira de Santana, na Bahia. O jovem, de 22 anos, foi encontrado em uma pensão. Ele foi trazido para o Rio de Janeiro, onde está preso em Bangu.

 

Investigação

À polícia, Souza não admitiu ter acendido o artefato. “Ele deixou claro que não falaria a respeito dos fatos. Não admitiu nem negou nada que lhe é atribuído”, informou o delegado Mauricio Luciano, responsável pelo caso, em coletiva de imprensa de quase 50 minutos de duração.

 

De acordo com Luciano, o advogado do suspeito diz que Souza se pronunciará apenas em juízo. O fato, porém, não muda a posição dos investigadores sobre o crime. “Para a polícia, a confissão é apenas mais um elemento. Temos prova técnica, de vídeo. Não tenho dúvida que foi ele, mas não temos a confissão”, aponta o delegado. "Ele está sendo muito cauteloso, talvez instruído pelo advogado para falar no momento que ele entender oportuno".

 

 

Prisão

O suspeito estava assustado em um quarto pequeno de uma pensão quando foi encontrado pela polícia nesta madrugada em Feira de Santana. “Ele estava extremamente assustado. Acalmei ele e garanti seus direitos”, explicou o delegado Luciano, que esteva no momento da detenção de Caio.

 

O delegado estava acompanhado da namorada e do advogado do suspeito. “O advogado auxiliou, confirmado o destino dele, diz Luciano. O chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Fernando Veloso, também reforçou a importância do defensor. “A polícia chegou primeiro ao Caio por causa da intervenção do advogado”.

 

Para Luciano, o sucesso da investigação deve-se ao respeito aos direitos do detido. Um desses pontos é a permissão para que a namorada conversasse com ele antes que a polícia entrasse no quarto da pensão. “A operação não teve qualquer tipo de intercorrência ou que pudesse acarretar qualquer tipo de prejuízo futuro”.

 

Saída do Rio

O delegado relata que, segundo informações de vizinhos, o suspeito saiu de casa na segunda-feira de manhã com uma mochila na companhia do pai e da madrasta. “Também tivemos informações de que ele teria ido para uma cidade do Nordeste. Ele comprou uma passagem para Ipu, no Ceará, onde moram os avós paternos“, conta Luciano.

 

No meio do caminho, o suspeito foi convencido a desistir da fuga pelo advogado e pela namorada. Com o defensor, ele combinou um local onde pudesse ser encontrado. O suspeito foi, então, encontrado pela polícia – que também o seguia por meio de investigações de seu departamento de inteligência, o Cinpol – na pensão baiana.

 

Delegado já sabia da fuga de Caio:

 

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