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Atualizado em segunda-feira, 20 de março de 2017 - 19h53

Prisão domiciliar de Adriana Ancelmo é revogada

Ex-primeira dama do Rio vai continuar presa
Adriana Ancelmo foi detida acusada de participar dos crimes investigados na Operação Calicute. / Alexandre Brum/Agência O Dia/Estadão Conteúdo Adriana Ancelmo foi detida acusada de participar dos crimes investigados na Operação Calicute. Alexandre Brum/Agência O Dia/Estadão Conteúdo

O desembargador Abel Gomes, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, atendeu nesta segunda-feira pedido feito pelo Ministério Público Federal e revogou a prisão domiciliar da ex-primeira-dama Adriana Ancelmo.

A esposa do ex-governador do estado, Sérgio Cabral teve a prisão preventiva convertida em domiciliar na última sexta-feira pelo juiz Marcelo Bretas, mas não chegou a sair de Bangu 8.

Adriana está presa desde dezembro do ano passado. O Relator da Operação Calicute acolheu o pedido de liminar em mandado de segurança pedido pelos procuradores da República.

Falta de justificativa

Em sua decisão, o desembargador ponderou que o juízo de primeiro grau já havia apreciado a questão anteriormente e que, desde então, não houve novos fatos para justificar a alteração da situação da custódia da acusada.

De acordo com a Justiça Federal, a revogação da prisão preventiva representou ainda uma enorme quebra de isonomia com as milhares de mães presas no sistema penitenciário brasileiro que não são beneficiadas por essa medida.

Prisão

Advogada, Adriana Ancelmo é suspeita de ter recebido dinheiro desviado de empresas de construção em seu escritório. Ela e Sérgio Cabral foram presos na Operação Calicute, desmembramento da Operação Lava Jato.

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