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Atualizado em terça-feira, 12 de setembro de 2017 - 12h23

MP faz operação contra bombeiros envolvidos em corrupção

São 38 mandados de prisão e 67 de busca e apreensão
O Quartel Central é um dos alvos da ação / (Foto: Divulgação) O Quartel Central é um dos alvos da ação (Foto: Divulgação)

O Ministério Público do Rio de Janeiro vai pedir o afastamento dos militares do Corpo de Bombeiros que foram presos na Operação “Ingenium”, deflagrada na manhã desta terça-feira (12). Foram cumpridos 34 dos 38 mandados de prisão.

A ação investiga a cobrança de propina por parte de militares para a liberação de alvarás para estabelecimentos comerciais. Entre os investigados, estão 10 coronéis, 7 militares da reserva e diversos comandantes de batalhões.

De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, o valor variava de R$ 750 a R$ 30 mil, de acordo com o tamanho do estabelecimento.

Há a suspeita de que, pelo menos, 20 empresas tenham participado do esquema de corrupção.

Todos vão ser indiciados por Organização Criminosa, cuja pena varia de 3 a 8 anos, podendo ser agravada pelo fato de serem agentes públicos.

Há uma segunda investigação em andamento para apurar crimes como lavagem de dinheiro e corrupção.

Também foram cumpridos 67 mandados de busca e apreensão.

Entre os itens recolhidos, está um carro avaliado em R$ 140 mil e comprado à vista, que pertence ao Comandante do Quartel se Irajá, na Zona Norte, Alex Silva André.

Entre os fatos apurados, há áudios que indicam que houve irregularidades na obtenção de documentos para partidas de futebol do Fluminense no Estádio Giulite Coutinho, que pertence ao América.

BASE DAS INVESTIGAÇÕES

As investigações tiveram como base escutas telefônicas e começaram nos quartéis de Nova Iguaçu e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

No entanto, há indícios de irregularidades cometidas, também, em outros quartéis. Entre os mandados expedidos pela 1ª Vara Criminal de Nova Iguaçu, estão dois contra assessores especiais do comandante geral dos bombeiros, que indicavam Comandantes de batalhões.

Os comandantes contavam com agentes do setor de engenharia, além de militares da reserva e civis, que intermediavam os pagamentos das propinas por empresários para que o estabelecimento funcionasse. Também são alvos da ação os Comandantes da Baixada Fluminense, de Nova Iguaçu, Irajá, do Grupamento de Operações com Produtos Perigosos, de Copacabana, Campinho, Jacarepaguá, e do Destacamento de Paracambi.