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Atualizado em quarta-feira, 11 de outubro de 2017 - 15h40

Forças Armadas na Rocinha: 16 mortos e mais de 50 presos

Os números se referem também a outras favelas, onde bandidos da comunidade se refugiaram
Os militares seguem realizando cerco na comunidade / (Foto: Agência Brasil) Os militares seguem realizando cerco na comunidade (Foto: Agência Brasil)

Em menos de um mês, 16 mortos e mais de 50 presos. Esse é o balanço das recentes operações das Polícias Civil e Militar e das Forças Armadas na Rocinha, na Zona Sul da Cidade. Os números se referem também a outras favelas, onde bandidos da comunidade se refugiaram como na Nova Holanda, Alemão, Fallet Fogueteiro e Morro dos Prazeres, na Zona Norte.

Entre os presos está Danúbia Rangel, mulher do traficante Antonio Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha, que estava escondida na casa de uma amiga em um dos acessos ao Morro do Dendê. Ela foi encaminhada para o Complexo de Gericinó, na Zona Oeste.

Nesta quarta-feira, a Polícia entrou com pedido de novos 34 mandados de prisão. Com isso, chega a 88 o número de mandados de prisão contra traficantes da favela- 16 deles já foram cumpridos.  A Polícia preferiu não divulgar informações sobre as investigações do traficante Rogério 157, que estava como responsável pelo tráfico na Rocinha.

Questionado sobre os recentes confrontos na Rocinha, o comandante da Unidade de Polícia Pacificadora da favela, Daniel da Cunha Neves, nega que a polícia tenha perdido o controle territorial da comunidade.

A Polícia acredita que a manifestação realizada na terça-feira por mototaxistas na Auto Estrada Lagoa Barra, uma das principais vias da região, foi ordenada por traficantes. A ação policial na Rocinha continua por tempo indeterminado. Desde o dia 18 de setembro, a polícia apreendeu mais de 3.000 munições, 29 fuzis, 3 submetralhadoras, 25 pistolas, 36 granadas e mais de 2 toneladas de drogas.