Tamanho de fonte
Atualizado em quinta-feira, 7 de dezembro de 2017 - 11h33

MPF apresenta denúncia contra cúpula do PMDB na Alerj

Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi estão presos em Benfica
Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi seguem presos na Cadeia Pública de Benfica. / (Foto: Arquivo BandNews FM) Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi seguem presos na Cadeia Pública de Benfica. (Foto: Arquivo BandNews FM)

O Ministério Público pediu à Justiça que os deputados estaduais Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do PMDB, respondam por corrupção e outros crimes na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

A ação, protocolada nesta quarta-feira (6), é a primeira da Lava Jato no Tribunal Regional Federal da 2ª Região.

Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi estão presos na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio. Eles são acusados de receber propina para favorecer empresas de ônibus do estado.

Cassação dos parlamentares

Na terça-feira (5), o Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Rio adiou a decisão que pode levar a plenário um processo que pede a cassação do presidente da Casa, Jorge Picciani, e dos deputados Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do PMDB. O pedido foi protocolado pela oposição.

O documento foi encaminhado para a Mesa Diretora, que tem até o próximo dia 12 para analisá-lo e devolvê-lo ao Conselho.

Somente depois disso os membros do grupo vão definir se levam ou não a pauta para ser votada no plenário.

Polêmica na Alerj


Os caciques do PMDB são alvo da Operação Cadeia Velha, que apura um esquema de corrupção no setor de transportes do estado, que, segundo o Ministério Público Federal, movimentou 260 milhões de reais em propina.

Os parlamentares foram presos inicialmente no dia 16 de novembro, após determinação judicial. No dia seguinte, por 39 votos a 19, a Alerj decidiu pela soltura dos políticos.

No entanto, no dia 21, o Tribunal Regional Federal concedeu, por unanimidade, a revogação da liberdade. Com isso, os políticos voltaram para a cadeia.

STF concede liberdade a empresários  O empresário Jacob Barata Filho e o ex-presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado Lélis Teixeira também foram presos na Operação Cadeia Velha. Eles foram soltos no dia 3 de dezembro, depois de o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, conceder o habeas corpus.

Na terça-feira (5), a Procuradoria Geral da Reública entrou com pedido de restauração de prisão contra Jacob Barata Filho. Para a procuradora geral da república, Raquel Dodge, havia incompetência de Gilmar Mendes para apreciar o pedido da defesa.

Na justificativa, Dodge alega que o ministro Dias Toffoli deveria ser o responsável por processar e julgar eventuais pedidos relacionados à Operação Cadeia Velha.