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Atualizado em sexta-feira, 12 de janeiro de 2018 - 16h29

Rio registra primeira morte por febre amarela em 2018

Um morador de Teresópolis, na Região Serrana, morreu e outro paciente, morador de Valença, no Sul Fluminense, está internado
Em 2017, 27 pessoas foram infectadas com febre amarela silvestre no estado do Rio / (Foto: Reprodução) Em 2017, 27 pessoas foram infectadas com febre amarela silvestre no estado do Rio (Foto: Reprodução)

Um morador de Teresópolis, na Região Serrana, morreu e outro paciente, morador de Valença, no Sul Fluminense, está internado por conta de febre amarela. Os casos foram confirmados nesta quinta-feira (11) após exames realizados pela Fiocruz. Esses são os primeiros casos confirmados da doença em 2018. A Secretaria de Estado de Saúde informou que a cobertura vacinal nestes municípios é superior a 80%.

Em 2017, 27 pessoas foram infectadas com febre amarela silvestre no estado do Rio, sendo nove mortes. O município de Casimiro de Abreu foi o que teve o maior número de registros da doença, com seis casos e uma morte.

As cidades de Tanguá, Nova Iguaçu e Miguel Pereira receberam reforço da vacina. A pasta esclarece que a cobertura vacinal nos municípios de Teresópolis e Valença é superior a 80%. A SES já disponibilizou doses suficientes para vacinar 100% da população das duas cidades e recomendou às prefeituras que intensifiquem a vacinação, especialmente nas áreas de mata.

Desde janeiro de 2017, a SES vem adotando medidas preventivas e, antes mesmo de registrar os primeiros casos no território fluminense, a secretaria iniciou a criação de cinturões de bloqueio, recomendando a vacinação contra a febre amarela principalmente em municípios de divisa com Espírito Santo e Minas Gerais (áreas de risco para a doença). Vale destacar que, desde julho do ano passado, todos os 92 municípios do estado já estão incluídos na área de recomendação da vacina e a campanha de vacinação permanece.

A subsecretaria de Vigilância em Saúde vem realizando mensalmente reuniões com os secretários de saúde dos 92 municípios do estado para acompanhar a situação vacinal e o desenvolvimento da doença em cada região. Os casos registrados até agora são do tipo silvestre, transmitido pelas espécies de mosquito Haemagogus e Sabeths, presentes em áreas de mata. Não há registro da forma urbana da doença, transmitida pelo Aedes aegypti, desde 1942 no país.