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Atualizado em sexta-feira, 16 de março de 2018 - 10h57

Investigação da morte de Marielle Franco será integrada

A Polícia Civil vai comandar o caso e terá apoio da Polícia Federal e das Forças Armadas
O ministro Raul Jungmann participou de uma reunião no CICC / Luíza Muttoni O ministro Raul Jungmann participou de uma reunião no CICC Luíza Muttoni

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse que colocou os setores de inteligência das Forças Armadas, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e a Polícia Federal à disposição para investigar a morte da vereadora Marielle Franco, do PSOL, e do motorista dela, Anderson Gomes.

O crime aconteceu na noite desta quarta-feira (14), no Estácio, quando a vereadora voltava de um evento na Lapa. De acordo com o ministro, apesar do trabalho de integração, a Polícia Civil segue responsável pelas investigações. Apesar disso, ele não descarta mudanças, caso haja necessidade.

Raul Jungmann se reuniu com o interventor federal, general Walter Souza Braga Netto, com o secretário de Segurança Pública, general Richard Fernandez Nunes; e com os diretores da PF e da Abin, a pedido do Presidente Michel Temer.

O encontro aconteceu no Centro Integrado de Comando e Controle, onde fica o Gabinete da Intervenção Federal. Jungmann não quis dar detalhes sobre as investigações, mas garantiu que os responsáveis serão punidos.

Perguntado se acredita que o crime trata-se de execução - a principal linha de investigação da Polícia - o ministro disse que trabalha com todas as hipóteses. Raul Jungmann também afirmou que a intervenção federal nunca se propôs a “fazer mágica”, e que os resultados existem e vão ganhar velocidade.

A Secretaria de Estado de Direitos Humanos colocou o Programa de Proteção à disposição das testemunhas.