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Atualizado em sexta-feira, 16 de março de 2018 - 16h15

Mudanças na Segurança marcam 1º mês da intervenção

Nesta semana, o gabinete de intervenção iniciou inspeções semanais em unidades policiais
Temer assinando o decreto da intervenção federal / Agência Brasil Temer assinando o decreto da intervenção federal Agência Brasil

"O governo dará respostas duras, firmes, para enfrentar e derrotar o crime organizado", essa foi a declaração do presidente Michel Temer, durante anúncio da intervenção federal na Segurança do Rio.

O primeiro mês foi marcado principalmente por mudanças estruturais e operacionais com dança das cadeiras na cúpula da Segurança e elaboração de novas estratégias. Os novos chefes das Polícias Civil e Militar, delegado Rivaldo Barbosa, e coronel Luis Cláudio Laviano, adotaram durante a posse um discurso de combate à corrupção nas instituições e integração.

"No final dessa intervenção, a gente vai ser a Polícia Militar e a Polícia Civil que o Governo Federal quer para o Brasil", diz Rivaldo Barbosa. "Os milicianos atuam onde existe um vácuo de poder, onde existe um espaço, aqui dentro não há espaço para essas pessoas..." - afirma Luis Claudio Laviano.

Os dois já tinham longa carreira nas corporações: Barbosa estava à frente da Divisão de Homicídios do estado e Laviano acumula no currículo passagem pelo comando do Bope. Para fortalecer as instituições, o interventor federal, general Walter Souza Braga Netto, aposta na maior agilidade do setor de inteligência, com a unificação do comando.

"As inteligências sempre funcionaram. Realmente quando você centraliza e unifica o comando, o que deverá ocorrer agora é ter uma maior agilidade" – diz Braga Netto.

Na semana em que a intervenção completa um mês, houve o assassinato da vereadora Marielle Franco, do PSOL, que fazia denúncias sobre ações truculentas e violentas por parte da Polícia Militar. Ao longo dos últimos 30 dias, houve a intensificação de operações, só que coordenadas pelas Forças Armadas, como prevê o decreto de Garantia da Lei e da Ordem. Porém, em entrevista exclusiva à BandNews FM, o porta-voz do Gabinete de Intervenção Federal, coronel Roberto Itamar, ponderou que a população não iria ver um grande aparato nas ruas.