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Atualizado em terça-feira, 29 de maio de 2018 - 10h01

Polícia escolta 300 caminhões durante a madrugada

Ação contou com o apoio das Forças Armadas
Algumas mulheres e crianças chegaram a protestar durante o trajeto / Divulgação / Comando Militar do Leste Algumas mulheres e crianças chegaram a protestar durante o trajeto Divulgação / Comando Militar do Leste

O setor do hortifruti ainda é o mais afetado pelos problemas no abastecimento.

No Rio de Janeiro, durante a madrugada desta terça-feira (29), as Forças Armadas escoltaram 300 caminhões da região serrana para a capital. Na Central de Abastecimento do Estado, chegaram 56 nesta manhã, cerca de 200 a menos do que o normal, com aproximadamente 225 toneladas de verduras, legumes e frutas.

Enquanto a caixa com 10 quilos de maracujá caiu de R$ 40 para R$ 25, outros produtos seguem em alta. Antes, 10 cabeças de couve flor eram comercializadas por R$ 20 reais, agora cada uma sai a R$ 10.

O quiabo dobrou de preço. A caixa com 10 quilos passou para R$ 80. O tomate registra uma alta impressionante também: 20 quilos por R$ 150, três vezes mais do que era comercializado antes da paralisação dos caminhoneiros.

Em São Paulo, a Ceagesp, maior entreposto da América Latina, tem recebido apenas 10% do habitual.

As principais redes de supermercados de Porto Alegre ainda não foram afetadas. Os principais problemas acontecem nos mercados menores, que nos próximos dias já podem registrar falta de mercadoria. Os feirantes ainda são os mais prejudicados, e acabam aumentando o preço de legumes e frutas.

Em Fortaleza, o sindicato dos produtores de carne estima que alguns cortes comecem a faltar nesta terça (29), na capital. Produtos como cebola, banana e pimentão estão em falta. A batata tem o quilo sendo vendido a R$ 11.

Em Belo Horizonte a saca está saindo a R$ 300, mais que o triplo do preço.

Na Central de Abastecimento do Distrito Federal, os produtos também estão caros. A caixa de tomate saltou de R$ 47 para R$ 130. A maior alta é a da batata inglesa, que foi de R$ 80, para R$200 a saca. O comércio está vendendo 20% a menos do que o habitual e as farmácias estão com estoque baixo de álcool.

Em João pessoa, estão zerados os estoques de mamão, laranja, tomate e cebola. Medicamentos para tratamento de câncer e diabetes estão em atraso desde a última quinta (24).