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Atualizado em sexta-feira, 21 de abril de 2017 - 09h04

Polícia prende homem por vender objetos furtados de escola

Nos últimos seis meses, o colégio Ildo Meneghetti foi arrombado mais de 20 vezes
A quantidade de itens encontrados com o suspeito impressiona. Lâmpadas, panelas e até um violão haviam sido roubados / Brigada Militar/Divulgação A quantidade de itens encontrados com o suspeito impressiona. Lâmpadas, panelas e até um violão haviam sido roubados Brigada Militar/Divulgação

Vinte e um arrombamentos em seis meses. Inúmeros objetos furtados e muita destruição. A professora Regina Corrêa relata que essa era a rotina do Colégio Estadual Ildo Meneghetti, no bairro Restinga, zona sul de Porto Alegre.

 

“Era uma sensação muito triste de desanimo, impotência. Já tinham levado quase tudo da nossa escola, a gente brincava que um dia ia chegar aqui e só iriam estar as paredes. Com a segurança, essa realidade mudou. Agora a escola começa a dar novamente seus passos” declara a professora.

 

A situação mudou desde que um segurança passou a trabalhar na escola. Nesta semana, mais uma notícia positiva para alunos e professores: um homem responsável por comprar e vender materiais furtados no local foi preso.

 

Valdecir Alves da Conceição, conhecido como Falcão, tinha inúmeros produtos sem procedência dentro de casa e de um bar em que ele era dono.

 

A quantidade de itens encontrados com o suspeito impressiona. Lâmpadas, panelas e até um violão haviam sido roubados.

 

A delegada Schana Luft Hartz explica como ocorreu a ação policial.

 

“No momento em que a gente obteve a confissão de um dos autores do furto, que nos confirmou que tinha entregue para ele os objetos furtados da escola. A partir daí, tivemos a convicção e entramos com um mandato de busca”, diz a delegada.

 

Até um papagaio maltratado foi encontrado pela polícia.

 

“Encontramos o animal em péssimas condições de higiene, de alimentação e falta de água. Agora, trouxemos o papagaio para delegacia para dar encaminhamento” acrescenta Hartz.

 

Segundo a delegada, os itens apreendidos serão devolvidos aos donos.

 

“A diretora está vindo para a delegacia novamente, assim que for confirmada a procedência dos objetos eles serão reinstituídos à escola. Os outros objetos apreendidos que não sabemos a origem será guardado na delegacia, até que o proprietário compareça ou suposto proprietário apareça”, conclui Hartz.

 

Valdecir Alves será indiciado por receptação qualificada. A pena varia de três a oito anos de prisão.