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Atualizado em sexta-feira, 14 de julho de 2017 - 09h19

MPF pede investigação de Jairo Jorge e Beto Albuquerque

O encaminhamento dos casos foi encaminhado para a Polícia Federal
Beto Albuquerque afirmou tem muito interesse de que haja essa investigação pela Polícia Federal, “e logo”! / Futura Press/Folhapress Beto Albuquerque afirmou tem muito interesse de que haja essa investigação pela Polícia Federal, “e logo”! Futura Press/Folhapress

O Ministério Público Federal no Rio Grande do Sul pediu que a Polícia Federal abra um inquérito policial sobre o ex-prefeito de Canoas Jairo Jorge e o ex-deputado federal Beto Albuquerque. As solicitações têm como base delações de Alexandrino Alencar. O ex-diretor da Odebrecht afirmou, em abril, que os dois políticos foram beneficiados pelo esquema de corrupção da Lava Jato.[

 

Segundo Alexandrino, Jairo Jorge tinha o codinome “Nordeste”. O delator afirma que o então petista recebeu doações via Caixa 2, em 2008, quando venceu a disputa pela prefeitura de Canoas, e que também foi beneficiado com valores para viabilizar a realização de obras.

 

 

Por meio de nota, Jairo Jorge, que já não é mais filiado ao PT e sim ao PDT, afirmou que acredita na Justiça e nas instituições, e que está tranquilo por, finalmente, ter a oportunidade de esclarecer todos os fatos. Segundo o ex-prefeito, nas candidaturas de 2008 e 2012, recebeu recursos de dezenas de apoiadores, como Gerdau, Grupo Zaffari, Odebrecht entre outras empresas. Todas as contribuições teriam sido legais, repassadas pelo Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores, constando na prestação de contas das duas campanhas – aprovadas sem ressalvas pela Justiça Eleitoral.

 

Jairo Jorge conclui o comunicado afirmando que, das 835 obras realizadas em Canoas enquanto estava no cargo de prefeito, nenhuma foi executada pela Odebrecht.

 

Já quanto a Beto Albuquerque, o ex-diretor da empreiteira, Alexandrino Alencar afirmou que, em 2010 e 2012, o político do PSB teria recebido valores para campanha, de maneira não oficial, totalizando R$ 300 mil.

 

 

Em contato com a equipe de reportagem, Beto Albuquerque afirmou tem muito interesse de que haja essa investigação pela Polícia Federal, “e logo”! O ex-deputado afirma que, assim, terá a oportunidade de mostrar que não é verdadeira a versão apresentada pelo delator.