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Atualizado em sexta-feira, 19 de maio de 2017 - 17h49

Deputado do PP afirma ter recebido R$ 850 mil da JBS

Jerônimo Goergen e mais três deputados gaúchos foram citados em delações de executivos da empresa
Deputado afirma ter recebido valor durante campanha de 2014 / Divulgação/PP-RS Deputado afirma ter recebido valor durante campanha de 2014 Divulgação/PP-RS

Os deputados Alceu Moreira, do PMDB, Onyx Lorenzoni do DEM, Jerônimo Goergen, do PP, e o ex-deputado e ex-tesoureiro do PT, Paulo Ferreira, foram citados pela JBS por terem supostamente recebido propina da empresa. A delação foi feita pelo dono da JBS, Joesley Batista e pelo executivo Ricardo Saud. Em entrevista a Rádio Bandeirantes, o deputado federal do PP, Jerônimo Goergen, admite ter recebido dinheiro da empresa, mas alega que tudo ocorreu dentro da lei.

 

“Eu sempre recebi apoio da empresa JBS porque fui assessor do ministro Moraes, no Ministério da Agricultura e ele foi diretor da JBS. Para mim, ele sempre procurou dar um apoio dentro da lei. Eu recebi em todas as minhas campanhas R$ 100 mil que vinham dentro da lei”, afirma Goergen.

 

O deputado ainda contou que na campanha de 2014 foi efetuado um repasse maior do que o de costume para surpresa dos membros do PP. Jerônimo afirma ter recebido da JBS via Partido Progressista um total de R$ 850 mil parcelados em 3 vezes durante a campanha de 2014.

 

“Eu sempre recebia R$ 100 mil por um contrato meu, mas na última eleição foi o partido nacional que nos repassou. Ele pegar dinheiro na JBS para me entregar não é verdade. Não escondo isso porque não tenho como, por ser tudo dentro da lei”, completou o deputado.

 

A reportagem entrou em contato com os deputados Onyx Lorenzoni e Alceu Moreira, mas ambos não atenderam às ligações. O ex-deputado Paulo Ferreira está detido pela Polícia Federal após a Operação Custo Brasil, uma das fases da Operação Lava-Jato.