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Atualizado em terça-feira, 12 de setembro de 2017 - 17h41

MP abre procedimento administrativo sobre exposição queer

No Brasil, não existe legislação específica para classificação indicativa para museus
A exposição foi retirada no domingo, 10 / Divulgação/Santander Cultural A exposição foi retirada no domingo, 10 Divulgação/Santander Cultural

Um procedimento administrativo foi aberto pelo Ministério Público para verificar se houve alguma irregularidade na exposição “Queermuseu – Cartografias da Diferença na Arte Brasileira”. As manifestações nas redes sociais, que culminaram no encerramento da mostra, tiveram início após obras expostas terem sido relacionadas com zoofilia, pedofilia e insultos a símbolos religiosos.

 

A promotoria da Infância e da Juventude de Porto Alegre percorreu todo o acervo e coletou uma série de materiais fornecidos pela instituição, como registro de visitas e catálogo das obras. A coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Infância, Juventude, Educação, Família e Sucessões, Denise Villela, destaca que, na legislação, não existe uma determinação de classificação indicativa para exposições.

 

“Eu tenho 27 anos de carreira, praticamente, e é a primeira vez que eu me deparo com uma situação envolvendo obra de arte. A gente está avaliando com todo cuidado porque a legislação estabelece faixas etárias para determinadas situações, como filmes. No Brasil, não existe uma lei específica que determine classificação indicativa para museus”, relata Denise Villela.

 

O caso é acompanhado pelo promotor Julio Almeida. A exposição “Queermuseu” foi encerrada pelo Santander Cultural um mês antes do previsto. Movimentos sociais realizaram um protesto na tarde desta terça-feira em defesa da mostra.