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Atualizado em quarta-feira, 13 de setembro de 2017 - 11h44

Comandante da BM defende atuação da polícia em manifestação

Duas pessoas foram presas, entre elas um jornalista, no protesto em defesa da exposição “QUEERMUSEU”
Participantes se reuniram em frente ao Santander Cultural e apresentaram performances para protestar contra o fechamento da exposição / Au Guebo/Raw Image/Folhapress Participantes se reuniram em frente ao Santander Cultural e apresentaram performances para protestar contra o fechamento da exposição Au Guebo/Raw Image/Folhapress

A manifestação realizada em frente ao Santander Cultural, no centro de Porto Alegre, em defesa da exposição “QUEERMUSEU”, encerrada um mês antes do previsto após protestos contra a mostra, terminou em confusão. Manifestantes a favor e contra a exposição entraram em confronto. A atuação da Brigada Militar, que utilizou bombas de efeito moral e prendeu duas pessoas, foi contestada. Vídeos mostram a prisão de um jornalista após ele questionar o motivo da detenção de outro homem. Nas imagens um brigadiano lança spray de pimenta contra outra jornalista que gravava o tumulto. O comandante do 9º Batalhão de Polícia Militar defendeu a atuação da tropa de choque. O tenente-coronel Eduardo Amorim destacou que a Brigada Militar acompanhou a manifestação desde o início e que atuou para acabar com a briga.

 

“A Brigada sabia que existia um grupo menor em confronto com outro maior, quando a BM foi apartar a briga e tirar o grupo menor do local, o pessoal foi para cima dos policiais. Inclusive tocaram pedras, uma caneleira de um brigadiano foi quebrada. Não estávamos lá para defender o prédio, mas porque sabíamos que ia dar tumulto”, diz o tenente-coronel.

 

Sobre a prisão do jornalista Douglas Freitas, o comandante do 9º Batalhão de Polícia Militar salientou que não pode analisar a conduta do policial por imagens de apenas um momento da manifestação.

 

“O policial abordou o sujeito e encaminhou e tem histórico, eu não posso interferir no histórico dele. Se ele tomou aquele posicionamento, ele vai escrever o motivo da conduta tomada. Eu não sei o que houve entre os dois, mas não posso analisar a conduta do PM por uma foto”, diz Amorim

 

As duas pessoas presas já foram liberadas. Nas redes sociais o jornalista Douglas Freitas afirmou que durante toda a manifestação estava com sua câmera gravando o tumulto e que em nenhum momento agrediu os policiais.

 

A polêmica envolvendo a exposição “QUEERMUSEU” começou após uma série de manifestações nas redes sociais alegando que as obras expostas faziam apologia à zoofilia e pedofilia, além de insultar símbolos religiosos.