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Atualizado em sexta-feira, 12 de janeiro de 2018 - 23h18

Nota de crédito do Brasil é rebaixada

Avaliação da Standard&Poors afirma que governo tem um apoio político fraco no Congresso para resolver a questão fiscal

A nota de crédito soberano do Brasil é rebaixada de ‘BB’ para ‘BB -‘ pela Agência Internacional de Risco Standard&Poor’s. Com essa avaliação, o país segue sem o selo de bom pagador. Entretanto, está agora três degraus abaixo do grau de investimento, com perspectiva para a nota de negativa para estável.

 

O economista Gustavo Grisa ressalta que o trabalho realizado pela agência é muito bem elaborado e que envolve um processo criterioso: “Isso não é um trabalho de análise de risco político. A pesquisa envolve muitos critérios a analisadores. A questão é que existe uma grande sinalização ao mercado de que o Brasil é um país com risco de ser mal pagador”, explica.

 

O rebaixamento já era aguardado por parte do mercado, justamente pela dificuldade do governo em aprovar a Reforma da Previdência. Dessa maneira, todo custo de operação com o Brasil acaba ficando mais elevado. 

 

 “Qualquer operação de empresa internacional no Brasil, qualquer transação de venda para o Brasil, tudo isso passa a exigir seguro, passa a exigir taxas mais altas. E ao mesmo tempo, os preços relativos dos ativos que estão no país, como imóveis e terras, também têm um custo mais baixo”, afirma o economista.

 

Na justificativa da empresa, ou seja, da Standard&Poors, há o apontamento de fraquezas do Brasil, como o atraso na aprovação de medidas fiscais para reequilibrar as contas públicas. Ainda foi destacado que retrocessos ocorreram até mesmo com medidas fiscais de curto prazo. Como, por exemplo, uma determinação para suspender o adiamento das altas de salários dos funcionários públicos.